Fabi Cavalcanti
Miguel Cavalcanti

Passeio em família

Gaia passeando pelo Shopping Cidade Jardim, em São Paulo

 

Amamos a companhia dos nossos peludos e gostamos de levá-los para muitos lugares que frequentamos, mas antes de sairmos com a tropa toda, temos alguns critérios para escolher os que podem nos acompanhar.
Nossa família é grande, são vários cães, de portes variados e cada um com suas características.
Mel, a menor e mais idosa – vai fazer 13 anos – prefere ficar no colo, não gosta de muita interação com outros cães e já não tem o pique para atividades mais agitadas. Levá-la pra praia ou uma longa caminhada não teria sentido.
Hari também é idoso, mas gosta de coisas novas. É do tipo que topa qualquer parada, mas ele tem uma característica que acaba dificultando a presença dele em qualquer lugar: ele é muito falante.
Moana não é muito aventureira mas ama uma poça de água, chuva e lama. Uma companhia ótima para uma trilha, desde que seja com um grupo pequeno, de pessoas conhecidas – ela é mais reservada com quem não conhece.
O quarteto – Gaia, Jaca, Dom e Priya – é o que mais aproveita os passeios, mas porque eles têm características que facilitam a estadia deles em qualquer lugar – gostam de brincar, interagir com pessoas, se adaptam a vários ambientes – dos mais calmos aos mais agitados e não são muito sensíveis a mudanças de rotina.
Gaia, Jaca, Dom e Priya são cães que, apesar de serem muito ativos e terem bastante energia, são mais equilibrados. Não latem pra qualquer coisa, conseguem ficar sozinhos mesmo em locais que eles não conhecem e fazem as necessidades no local que a gente determina. Além disso, eles são cães que foram bem socializados – ficam bem na presença de outros cães, gatos, humanos e crianças. Todos são bem responsivos quando chamados e são obedientes (uns mais outros menos).
Mas porque ressaltamos essas características todas?
Porque para conquistarmos mais locais pet friendly, precisamos respeitar aqueles que não gostam da presença de animais e mostrar que essa convivência pode ser pacífica e harmoniosa; e, através do bom comportamento de nossos animais, podemos mostrar isso.
Quer passear no shopping com seu cãozinho, mas ele late pra todo mundo? Talvez você tenha que fazer um trabalho de socialização antes desse passeio ou pode ser que o shopping não seja o local ideal para ele.
Vai viajar com seu cãozinho mas ele tem dificuldades para ficar só? Programe-se para incluí-lo em todos locais que pretende visitar, incluindo restaurantes. Contacte os locais selecionados para garantir que você pode levar o seu pet e para saber se eles tem alguma restrição em relação a porte ou raça, por exemplo. Alguns locais também cobram uma taxa extra em caso de dano em lençóis, toalhas e mobílias.
Lembre-se de levar um enxoval para o seu cãozinho: para um passeio simples, um pote para água e saquinhos para recolher o cocô (item fundamental para todo tutor consciente!). Se for viajar, vale acrescentar além da alimentação dele, uma toalha e/ou uma caminha e um brinquedinho para distraí-lo.
Quanto mais tivermos consciência na condução de nossos cães para inseri-los em ambientes diversos, mais fácil será a aceitação deles nesses locais.