Caderno Animal

Fabi Cavalcanti
Miguel Cavalcanti

Agosto Verde: mês do combate à leishmaniose

O mês de agosto é marcado pela campanha de combate e prevenção da leishmaniose, também conhecida como calazar.

Essa doença é causada por um protozoário que é transmitido pelo mosquito palha e pode atingir animais domésticos, silvestres e humanos.

Os sintomas são bem variados, lesões na pele, crescimento anormal de unhas, fígado e baço aumentados e dificuldade de cicatrização de feridas e emagrecimento são os mais comuns.

Até 2016, se o cão recebesse o diagnóstico de leishmaniose era uma sentença de morte; como não havia medicamentos específicos para o tratamento de cães e existia uma lei de 1953 que impedia o uso de medicamentos humanos para esse fim,  a eutanásia era o destino de cães portadores de leishmaniose, já que não existe a cura para essa doença.

Porém, com o desenvolvimento de uma medicação específica para minimizar os sintomas,  diminuir a carga parasitária e, consequentemente, evitando a transmissão de outros animais e pessoas, o tratamento desses animais passou a ser autorizado, evitando o sacrifício de muitos animais a partir daí.

O Agosto Verde, campanha nacional de combate à leishmaniose, também visa divulgar os meios de prevenção à essa doença.

Atualmente, existem meios para evitar que o animalzinho seja contaminado: controle dos mosquitos no ambiente, uso de sprays e coleiras repelentes são maneiras de evitar que cães e gatos seja picados, evitando a contaminação. Cães ainda tem a opção da vacina, que pode impedir a manifestação de um dos tipos da doença mas não impede que o cão seja picado.

Vale ressaltar que os animais portadores não transmitem a doença diretamente, é preciso que um mosquito seja o vetor de tal protozoário.

Já houve um avanço muito grande no tratamento da leishmaniose, mas o melhor cenário ainda é a prevenção.

Converse com seu médico veterinário de confiança e descubra como deixar o seu pet protegido da leishmaniose!