Caderno Animal

Fabi Cavalcanti
Miguel Cavalcanti

Ter um segundo cão: felicidade ou dor de cabeça em dobro? 

Napoleão e Hera – irmãos muito queridos e alunos Dog Moke

Ter um cão é uma decisão importante que deve ser tomada com consciência e com o consentimento da família toda.
Cães são maravilhosos, companheiros, amigos fiéis, mas também podem trazer a necessidade de mudança na rotina familiar.
Precisam, além de muito amor, de educação, de exercícios diários, de cuidados veterinários, de brinquedos e atenção.
Quando eles não tem suas necessidades atendidas, começam a apresentar problemas comportamentais e aí, na maioria das vezes,  a família pensa que adotar outro cãozinho pode ser a solução pra todos os problemas.
E é aí que os problemas podem começar de verdade.
Disputa de território, posse de recursos, depressão podem aflorar na chegada de um novo membro.
Filhotes tendem a receber mais atenção e nós criamos a expectativa de que os mais velhos irão ensinar coisas boas ao que chegou.
Deixa eu te contar um segredo: se o seu cãozinho vinha apresentando comportamentos ruins por não ter suas necessidades atendidas,  a tendência é piorar! Você pode estar criando o cenário ideal pra um caos – xixis fora do lugar, destruição de móveis e outros objetos, conflitos, distúrbio alimentares, entre outros.
Antes de adotar um segundo cão, veja o que você pode fazer pra melhorar a vidinha do primeiro; pode ser que um pouco mais de atividades  ou uma creche canina ou algumas alterações na rotina resolvam seu problema.
E se de todo jeito, você e sua família optarem por trazer um novo cãozinho para a casa, faça-o com responsabilidade e, se necessário, consulte um especialista em comportamento canino para te auxiliar nesse processo para trazer benefícios para todos.