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COTIDIANO

Psicólogo não apresenta defesa e decisão sobre júri sai em 10 dias

Advogado não apresenta defesa de Eduardo Paredes e diz que fará isto por escrito. Ele promete desqualificar versões das testemunhas de acusação do Caso Fátima Lopes.

Publicado em 05/03/2010 às 16:05

Phelipe Caldas

A decisão final sobre se o psicólogo Eduardo Paredes (32 anos) vai ou não a júri popular, sob a acusação de ter matado num acidente de trânsito a defensora pública-geral Fátima Lopes, só sai daqui a duas semanas. Foi isto o que determinou o juiz José Aurélio da Cruz, do 2º Tribunal do Júri de João Pessoa, depois que o advogado de defesa Abraão Beltrão se negou a fazer nesta sexta-feira (5) a sustentação oral em defesa de seu cliente e depois de dizer que faria isto em forma de memorial (por escrito).

Diante do impasse, o juiz deu prazo até o dia 15 de março para que Beltrão apresentasse a defesa, mas já designou o defensor público Argemiro Queiroz de Figueiredo para assumir o caso na data marcada caso o atual advogado de defesa volte a descumprir o prazo.

Tudo isto aconteceu durante a instrução do processo, realizado hoje com os depoimentos da vítima Carlos Martins (viúvo de Fátima Lopes que também se envolveu no acidente), das nove testemunhas de acusação e do acusado Eduardo Paredes, que preferiu permanecer calado e não responder às perguntas do promotor substituto Edjacir Luna.

Todas as sete testemunhas arroladas pela defesa, contudo, faltaram à instrução e não foram ouvidas. Assim, seus depoimentos não poderão ser incluídos nos autos. Para Beltrão, eles foram intimidados. “Tenho certeza que as nossas testemunhas de defesa não compareceram ao Tribunal do Júri por medo da pressão que eles estão sofrendo”, denunciou.

Sem poder se basear no relato das testemunhas de defesa, Abraão Beltrão diz que agora vai se concentrar em desqualificar as testemunhas de acusação. “Todas as testemunhas de acusação foram lá para mentir em tudo o que disseram. Vamos provar isto em nossa defesa”, destacou, garantindo que até o dia 15 ela estará pronta.

Basicamente as testemunhas de acusação repetiram o que já consta na denúncia. Eles alegam que Eduardo Paredes estava embriagado no dia do acidente e que após avançar em alta velocidade por um semáforo da avenida Epitácio Pessoa colidiu com o carro onde estava a defensora pública e o seu marido.

Ao ser ele próprio interrogado pelo MP, Paredes preferiu o silêncio. Ele não respondeu nenhuma das perguntas feitas pela promotoria e em todas elas se resumiu a dizer que apelava para o seu direito de ficar calado.

O acidente

Fátima Lopes morreu na manhã do dia 24 de janeiro vítima de um acidente automobilístico na avenida Epitácio Pessoa, na Capital. Ela estava a caminho da missa, às 6h, em um carro dirigido pelo marido, Carlos Martinho Correia Lima.

Em um cruzamento, o veículo foi atingido por uma caminhonete dirigida por Eduardo Paredes. Fátima Lopes morreu a caminho do Hospital de Emergência e Trauma. O marido dela ficou internado por duas noites no Hospital da Unimed, mas hoje passa bem.

Imagem

Jornal da Paraíba

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