Dengue será monitorada em 13 cidades

Secretaria Estadual de Saúde (SES) pretende identificar os lugares com incidência para desenvolvimento do mosquito transmissor da dengue.

Treze municípios paraibanos devem implantar até o final deste ano o Programa de Levantamento Rápido para Casos de Dengue (Liraa). Com isso, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) pretende identificar os lugares com incidência para desenvolvimento do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti. Além disso, também ficou definido ontem, em reunião no Conselho Estadual de Saúde, com representantes de 16 municípios, a aplicação do Plano Ação no Verão.

Segundo a gerente executiva de Vigilância em Saúde da SES, Júlia Vaz, apesar de período não ser favorável para a proliferação do vírus da dengue, o momento é de definir propostas para combater e prevenir o surgimento de casos durante o verão. Ela destacou que o Liraa deverá ser implantado nos municípios de Bayeux, Cabedelo, Lucena, Conde, Guarabira, Itabaiana, Monteiro, Patos, Piancó, Catolé do Rocha, Sousa, Cajazeiras e Cuité. No Estado, apenas João Pessoa, Santa Rita e Campina Grande contam com o programa.

O Ministério da Saúde determina que todos os municípios prioritários terão que elaborar o Liraa anual. Ainda de acordo com Júlia Vaz, “O MS preconiza que o Liraa deve ficar abaixo de 1%. Se estiver acima de 1% ou acima do valor médio, isso é considerado alto. Estamos capacitando, orientando, para que os agentes de campo atuem para combater a dengue”, disse, acrescentando que o Liraa só é implantado em municípios com número de habitantes alto.
No Plano de Ações que deverá ser aplicado durante o verão está a realização de palestras e distribuição de material educativo. A gerente executiva de Vigilância em Saúde disse que algumas escolas serão escolhidas para receber jogos educativos de prevenção da dengue.

“Esse material foi adquirido pela SES e vai buscar nas escolas o apoio das crianças para ajudar os pais a combater a dengue em casa”, afirmou.

A dona de casa Maria Francisca da Silva, de 52 anos, comentou que sente dificuldades em combater a dengue porque “eu faço a minha parte, mas meu vizinho não toma tanto cuidado. Ele se esquece e deixa vasilhames expostos, servindo de criadouro do mosquito”, relatou.

Ela ainda disse que já teve dengue e orienta os parentes que evitem deixar água acumulada em jarros de plantas e garrafas plásticas.

Em locais com pneus abandonados, residências fechadas, caixas d’água abertas ou semi-abertas, água empossada são alguns lugares procurados pelo mosquito da dengue para se reproduzir e transmitir a doença para as áreas próximas do criadouro da doença.

Na rua Henrique Siqueira, no Varadouro, na capital, há espaços que podem servir para desenvolvimento da dengue. A equipe de reportagem procurar os donos do estabelecimento, mas não encontrou para obter informações.
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