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VIDA URBANA

Médicos residentes realizam partos na Cândida Vargas

Residentes estariam realizando partos no Instituto Cândida Vargas sem a supervisão de obstetras; médico denunciou o caso.

Publicado em 22/06/2013 às 6:00 | Atualizado em 14/04/2023 às 13:48


Médicos residentes que atuam na maternidade do Instituto Cândida Vargas (ICV), no bairro de Jaguaribe, em João Pessoa, estariam realizando partos sem a supervisão dos obstetras que trabalham na unidade de saúde. A denúncia, inclusive com fotos das escalas de plantão, foi feita ao JORNAL DA PARAÍBA por um médico, alegando que o procedimento inadequado pode representar danos à saúde das gestantes e dos bebês, já que a unidade de saúde é de alta complexidade e recebe pacientes em situação de risco. Segundo informações da direção da maternidade, são realizados, em média, 700 partos por mês, com pacientes oriundas principalmente da capital e municípios da Região Metropolitana.

De acordo com a denúncia, os três médicos residentes da Cândida Vargas trabalham durante o plantão e não estariam preparados para fazer procedimentos em pacientes com complicações no parto. “Os residentes estão de plantão e estão fazendo tudo que ainda deveriam estar aprendendo. Estão fazendo tudo que ainda não têm experiência. A Cândida Vargas não é brincadeira para maternais! Temos médicos concursados que ainda não são confiáveis em certos procedimentos, imagine residentes”, relatou.

Ele reforçou que “eles estando na escala, não estão como residentes, estão como parte do staff, da equipe de plantão. Ou seja, não estão sendo supervisionados”.

O médico denunciou ainda que mesmo assessorado por profissionais mais antigos, os residentes estariam sobrecarregando as equipes e trabalhando como profissionais com a formação concluída. “A Cândida Vargas é uma maternidade de alto risco e lá chegam as maiores complicações do Estado. E um residente, por exemplo, que nunca fez um parto pélvico e nunca operou uma quarta cesária? Estes procedimentos chegam de repente. Nas mãos de um residente seria catastrófico. Estes não vão para a Cândida Vargas como estudantes. Não se interessam em passar as noites aprendendo e vendo complicações. Outrossim estão tomando a vaga de outros médicos experientes”, informou o denunciante.

Para o presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM) na Paraíba, João Medeiros, mesmo em situação de residência, os médicos estão aptos a realizar partos. No entanto, os médicos devem ser orientados por profissionais mais experientes. “Os médicos residentes e os recém-formados podem fazer esse tipo de procedimento, desde que sob supervisão. Como eles estão atuando dentro de uma maternidade, isso é até melhor, porque estão aprendendo com os outros profissionais”, defendeu.

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Jornal da Paraíba

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