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VIDA URBANA

Mobilização na capital

Protesto do MST relembra massacre de Eldorado dos Carajás, em 1996. Congestionamento na Epitácio chegou a quase 3 quilômetros.

Publicado em 18/04/2012 às 6:30


A paralisação de cerca de 200 integrantes do Movimento dos Sem Terra da Paraíba (MST-PB), no cruzamento das avenidas Maranhão e Epitácio Pessoa, em alusão ao Abril Vermelho, começou às 8h ontem e durou apenas 21 minutos, mas foi suficiente para provocar um congestionamento de quase três quilômetros em cada uma das duas principais avenidas da capital – Ruy Caneiro e Epitácio Pessoa. Ainda no final da tarde de ontem, os manifestantes repetiram o ato simbólico na Praça João Pessoa, no centro da capital.

Motoristas que se deslocavam no sentido praia/Centro tiveram que desviar o percurso para fugir do trânsito. Um dos que perdeu bastante tempo parado no trânsito foi o consultor de vendas de uma concessionária de automóveis da avenida Epitácio Pessoa.

Onildo Albert contou que levou dez vezes mais tempo que o de costume para chegar ao trabalho. “Moro em Tambaú e levo não mais do que cinco minutos para chegar ao trabalho. Hoje levei 53 minutos contados no relógio para fazer o mesmo trajeto”, afirmou.

De acordo com o diretor de Operações da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob), Cristiano Queiroz, apesar da tentativa de redução dos transtornos através do trabalho das equipes da Superintendência de Trânsito da capital (STTrans), muitos ficaram presos por muitas horas no trânsito.

“Recebemos muitos informes de motoristas revoltados com o engarrafamento, que chegou ao Busto de Tamandaré, na praia”, disse.

A interdição da avenida Epitácio Pessoa, conforme explicou o coordenador do MST-PB, Paulo Sérvio Alves da Silva, faz parte da mobilização nacional realizada em todo o Brasil em memória dos 21 trabalhadores assassinados em Eldorado do Carajás, em 1996, além de cobrar mais direitos aos integrantes do grupo. “Até hoje nenhum dos acusados foi julgado e punido. Esta é uma reivindicação não só pela melhoria para os assentamentos, mas para denunciar a violência no campo”, disse.

Carregando 21 cruzes, após os 21 minutos de protestos em frente ao Ministério da Fazenda, os cerca de 500 manifestantes deixaram a Epitácio Pessoa com destino à sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), onde estão acampados desde ontem.

Segundo Paulo Sérgio, a ocupação tem como objetivo conseguir uma audiência com o governo do Estado para discutir questões sobre a reforma agrária e violência no campo. “A gente também quer entregar a pauta de obtenção de terra e uso da estrutura de assentamentos. Temos na Paraíba hoje 2.500 famílias acampadas e ano passado só conseguimos assentar 300 famílias. Houve uma redução de quase 70% dos investimentos da reforma agrária”, disse.

Através de sua assessoria, o superintendente do Incra, Lenildo Morais, disse que se reuniu na tarde de ontem com os líderes do MST no Estado para apresentar estudos para obtenção de novas terras disponíveis na Paraíba com fins de reforma agrária.

Amanhã, em uma segunda rodada de negociações, segundo o Incra, serão debatidas melhorias na infraestrutura dos assentamentos, com a abertura de vias de acesso às localidades. Enquanto isso, os representantes do MST no Estado informaram que ainda não têm previsão de quando irão desocupar a sede do Incra.

Imagem

Jornal da Paraíba

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