Elba Ramalho comanda a festa da virada de ano na orla de João Pessoa

Paraibana agita a praia de Tambaú ao lado do sertanejo Vinicius Mendes, do DJ Cris L. e da Orquestra PB Pop.

“O repertório do disco é bem eclético, mas tudo tem o meu DNA. Desde a primeira nota, o público me identifica”, analisa Elba Ramalho, que ainda não sabe ao certo um repertório fechado para celebrar o Réveillon de João Pessoa.

“O show vai ser uma grande festa”, adianta a artista paraibana. “O repertório é sempre uma dúvida que só acaba no dia do show. Faço vários roteiros e fico pensando qual que vai funcionar melhor, deixo os músicos da minha banda doidinhos aguardando por uma definição do repertório. Ainda bem que tenho o privilégio de ter tido muitos sucessos. O critério é deixar o público feliz”.

Atração principal, Elba sobe ao palco montado próximo ao Busto de Tamandaré, divisa entre as praias de Tambaú e Cabo Branco, após a tradicional queima de fogos. Antes, a partir das 21h, as apresentações gratuitas ficam por conta do sertanejo Vinicius Mendes, seguido da eletro house do DJ Cris L. Já na madrugada de 1° de janeiro, a Orquestra PB Pop, sob a batuta do maestro Rogério Borges, encerra a festa ao som do frevo. “Espero por todos na praia para uma virada de ano com muita alegria”.

Na entrevista ao JORNAL DA PARAÍBA, Elba não adianta muito sobre as surpresas que acontecerão no show, sinalizando apenas que algumas envolvem bailarinos, adereços e “umas outras coisinhas que não vou contar”.

Voltando ao quesito do setlist – além da programação de sucessos habituais da cantora e compositora – ela indica algumas canções que poderão estar na programação da noite que estão presentes no seu mais recente disco, Do Meu Olhar Pra Fora (Coqueiro Verde), lançado este ano. “Estou planejando incluir ‘Patchuli’, que é uma composição do meu compadre Chico César. O reggae ‘Árvore’ também pode ser uma boa opção, mas eu sigo demais o meu ‘feeling’ e acabo mudando o roteiro de acordo com o ritmo do show”, afirma de forma prudente.

Ainda sobre o repertório, Elba explica que pode incluir a música inédita do saudoso Dominguinhos (1941-2013), ‘Olhando o coração’, parceria do sanfoneiro pernambucano com Climério Ferreira que também está presente no seu novo disco.

“Representar Dominguinhos em qualquer circunstância é sempre uma honra”, afirma. “Dominguinhos é um gênio que se compara aos nossos grandes mestres, é claro que o Brasil carece de artistas como ele. Em diversos shows, a música de abertura foi justamente ‘Olhando o coração’. Ainda não sei se a música estará no repertório, de qualquer forma, é uma canção belíssima”.

Renovação
Com mais de 35 anos pavimentando sua estrada musical, Elba Ramalho pode ser considerada uma ‘ponte’ que une duas culturas de Estados vizinhos, no caso da Paraíba e de Pernambuco.

“Vejo uma produção bastante expressiva”, examina. “O Yuri Queiroga foi um dos produtores do meu disco (ao lado do filho da cantora, Luã Mattar), e ele sempre me coloca a par dos artistas pernambucanos. Já na Paraíba, tenho bastante contato com a Lucy Alves. Com os meninos da banda Os Gonzagas e me surpreendi com o ChicoCorrea. A renovação sempre vai existir, os meios de comunicação é que precisam dar espaços para estes novos talentos”.

 Acerca de planos futuros para o Ano Novo, Elba já tem notícias de projetos bem mais cedo do que seus fãs imaginam. “De imediato, vou lançar o CD e DVD Cordas, Gonzaga e Afins (Coqueiro Verde), que foi gravado com o grupo SáGrama e quarteto Encore”, revela. “Um DVD belíssimo onde revisito algumas composições de Gonzagão e dos compositores que beberam da mesma fonte. Um trabalho diferenciado e muito bonito. No decorrer do ano, certamente terei mais novidades pela frente”.

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