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CULTURA

Dois ícones redescobertos

Mandrake, o mágico, e Fantasma, ‘O Espírito que Anda’, voltam às bancas de todo o país em edições assinadas pelo autor Lee Falk.

Publicado em 02/11/2013 às 6:00

Dois personagens icônicos do universo das histórias em quadrinhos estão de volta nas bancas do país depois de anos de ausência: Mandrake, o mágico, e Fantasma, ‘O Espírito que Anda’.

Ambas as criação de Lee Falk (1911-1999) ganham duas edições assinadas pelo autor, mostrando antológicas aventuras produzidas originalmente nas tiras de jornais nos anos 1930 e 1940.

Em O Fantasma - Piratas do Céu (Pixel Media/Ediouro, 128 páginas, R$ 16,90), o herói combate a pirataria aérea de uma quadrilha composta só por mulheres, luta contra a desconfiança dos agentes da lei e o ciúme de sua parceira nas florestas de Bengala, Diana Palmer.

A edição tem arte de Ray Moore (1905-1984), que coloca na ponta de sua pena as curvas sensuais das vilãs, evidenciando e solidificando o conceito de ‘femme fatale’ nas artes gráficas.
Dentre as referências somadas para criar o Fantasma, Falk se baseou na lenda do Rei Arthur e a Távola Redonda, o herói pulp Zorro e o guerreiro espanhol Cid.

Fantasma ganhou um seriado para TV no começo dos anos 1940 e uma adaptação cinematográfica homônima em 1996, com Billy Zane (Titanic) e Catherine Zeta-Jones (A Máscara do Zorro) no elenco.

Uma curiosidade é que o cineasta italiano Federico Fellini (1920-1993) – um fã confesso de Lee Falk – desejava adaptar ‘O Espírito que Anda’ para as telonas, mas nunca realizou o seu sonho.

O personagem também é citado no livro A Misteriosa Chama da Rainha Loana (2005), do renomado escritor italiano Umberto Eco.
Já Mandrake, O mágico - O Mundo do Espelho e outras histórias (Pixel Media/Ediouro, 128 páginas, R$ 16,90) tem arte de Phil Davis (1916-1964) e apresenta o ilusionista de fraque, cartola e bigodinho enfrentando pela primeira vez Ekardnam, seu exato oposto.

O vilão habita o Mundo do Espelho, uma terra paralela onde os bons são maus e vice-versa. Também estão presentes os coadjuvantes Lothar, príncipe africano que renunciou ao título de rei na sua tribo na África para trabalhar com Mandrake, e Narda, namorada do ilusionista e princesa de Cockaigne, um reino fictício no leste europeu.

A história principal foi publicada originalmente em tiras diárias no ano de 1944. As outras HQs presentes na edição são O Contrabandista, O Colégio de Mágica e O Chefe, todos publicados nos anos 1960.

Criado em 1934, o personagem começou a ser publicado nas seções de quadrinhos de jornais, migrando posteriormente para seriados televisivos e adaptações cinematográficas, atingindo o auge da popularização.

O visual do personagem foi criado por Davis (que tinha como assistente no seu estúdio o Ray Moore) baseado em Leon Mandrake, um mágico que realmente existiu e fazia performances no teatro nos anos 1920.

Além de escrever HQs e livros, o norte-americano Lee Falk também teve uma carreira teatral de sucesso, produzindo cerca de 300 peças, dirigindo aproximadamente 100 montagens e escrevendo 12 espetáculos.

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Jornal da Paraíba

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