Pirataria fecha portas de locadora na capital

Rede de videolocadoras Ribalta fecha as portas e acervo com cerca de oito mil títulos será vendido ao público.

A pirataria foi a razão alegada pelo empresário Michel Abrahão para o fechamento iminente da última loja da rede de videolocadoras Ribalta, no bairro de Tambaú, em João Pessoa.

Segundo Abrahão, até janeiro de 2013, quando a locadora fechará definitivamente suas portas, o acervo de cerca de oito mil títulos, entre DVDs e blu-rays da loja, será vendido ao público aos respectivos preços de R$ 10 e R$ 30.

"Logo que a pirataria começou a ganhar força, no ano de 2007, e João Pessoa ainda tinha várias locadoras, realizamos (os donos de locadora) alguns fóruns com a polícia federal e a prefeitura.

Toda vez que havia uma grande batida achávamos que alguma coisa seria feita, mas tudo ficou na promessa", conta o empresário, que afirma que vai abandonar definitivamente o ramo.

"É importante dizer que a pirataria existe e, infelizmente, ela veio para ficar. Não sou romântico para achar o contrário. O problema é que, aqui em João Pessoa, a pirataria é ostensiva. Enquanto em outras cidades você vai até os piratas, aqui eles são mais agressivos e vão até você até em escolas e hospitais", acusa.

Apesar de ter trabalhado com blu-rays, Michel Abrahão conta que não teve esperanças de que a nova tecnologia fosse melhorar a situação: "O blu-ray não veio para ficar, nem vai salvar ninguém", sentencia. "É uma tecnologia que já nasceu morta. Muita gente não sabe do que se trata e o negócio nem é mais difundido. Ninguém vai gastar grana com isso".