Como hoje é o Dia do Compositor, então salve o compositor popular! Colunista escolhe seus preferidos

Nesta quinta-feira (07), celebra-se o Dia do Compositor. A data pode remeter a muitos aspectos da nossa vida de ouvinte de música. No caso aqui do colunista, música popular, sobretudo. Sem ela, nossa existência, certamente, seria mais triste, menos rica.

A data me trouxe uma pergunta: quais são os maiores compositores da música popular do Brasil? Faço a lista, misturando o que é consenso com a opinião pessoal. Uma lista assim não diz respeito somente ao domínio técnico da arte de compor, mas também ao diálogo que o autor consegue estabelecer com quem ouve as suas músicas.

A minha lista sempre traz no topo Antônio Carlos Jobim, que já era grande antes da bossa nova e foi ainda maior depois que esta passou. Tom de Orfeu, da parceria com Vinícius, do diálogo com João Gilberto, do encontro com o jazz, da influência de Villa-Lobos, das gravações com Sinatra, dos temas ecológicos. Tom do Brasil e do mundo.

Volto no tempo. Um tempo muito antes de Jobim. E chego até o momento que o antecede: Pixinguinha, que nos deu Carinhoso; Noel Rosa, pródigo mestre do samba numa vida curta; Ary Barroso, que fez Aquarela do Brasil; Luiz Gonzaga, que colocou o Nordeste no mapa da música brasileira; Dorival Caymmi, a voz, o violão e o mar imenso.

E fecho com os que vieram depois da bossa nova. São filhos da bossa e ainda de tudo o que veio antes dela. Os nomes estão em ordem alfabética porque não quero fazer comparações entre eles: Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil e Milton Nascimento.

O brado, de Caetano Veloso, está no samba Festa Imodesta, que ele compôs, e Chico Buarque gravou: “Salve o compositor popular!”. Ouçamos.