Hino à Bandeira é o mais belo dos nossos hinos patrióticos. Chorei de tristeza ao pensar que a barbárie atirou o Brasil num buraco

Amanhã, sexta-feira, é 19 de novembro. 19 de novembro é o Dia da Bandeira. Em tempos normais, sob o PT ou sob o PSDB, comemoraríamos a data. Sim, porque a data, assim como a bandeira, pertence a todos nós – os brasileiros de qualquer tendência política. Hoje, não, os bolsonaristas se apropriaram da Bandeira do Brasil, do Hino Nacional, até da Seleção Brasileira, como se tudo isso pertencesse a eles. Mas não pertence, não. Mais cedo ou mais tarde, recobraremos a consciência de que essas coisas são nossas e que nós devemos amá-las.

Hoje cedo, enquanto escrevia a coluna, ouvi o Hino à Bandeira, e chorei de tristeza. Lembrei de Sérgio Ricardo, que era de esquerda, cantando, na segunda metade da década de 1970, o hino num show lindo chamado Faz Escuro, Mas Eu Canto. Foi ele, esse grande e tão injustiçado compositor brasileiro, que me disse que a ditadura militar – com seus exilados, seus torturados, seus mortos, seus desaparecidos – não nos roubaria o hino que tem melodia de Francisco Braga e letra de Olavo Bilac.

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“Recebe o afeto que se encerra em nosso peito juvenil/Querido símbolo da terra/Da amada terra do Brasil” – que versos lindos de Bilac! Sou contra Jair Bolsonaro. Não faço segredo. É um ser abominável este ser que 58 milhões de brasileiros botaram no Palácio do Planalto. Precisamos defenestrá-lo. Não em 2026, após um segundo mandato. Mas já em 2022, ao término do primeiro. Por enquanto, já que o Dia da Bandeira é nesta sexta-feira, fiquemos com a linda melodia e os comoventes versos do Hino à Bandeira.