2021 terminou. Foi um ano muito ruim

2021 (Ilustração: Fetec PR) terminou. Pareceu veloz demais. Foi um ano muito ruim. Nem falo do mundo. Falo de nós, brasileiros. Um ano que não deixa boas lembranças, não deixa boas recordações. Não deixa saudades. Precisava passar logo.

Sei, sei, tivemos a vacinação. Exerceu algum controle sobre a pandemia. Mas como foi sabotada! E sabotada por quem não podia fazê-lo: o governo federal. E tivemos uma CPI que expôs os crimes desse governo.

Começamos 2021 vendo pessoas morrendo sem oxigênio em Manaus e, logo em seguida, um aumento assustador dos casos de Covid-19. E gente morrendo de fome, comendo lixo.

E vimos, ao longo do ano, o governo Bolsonaro desgovernando o país. Nas ações de combate à pandemia, nas agressões à democracia, na gestão da economia, no jogo político, nas palavras impronunciáveis, na falta de decoro, na completa ausência de empatia.

Um presidente a dizer absurdos, a promover ataques insidiosos à razão e ao bom senso, sem conhecer a liturgia do cargo, coadjuvado por gente que só nos envergonha, como o ministro da Saúde Marcelo Queiroga, figura triste de um gestor que a Paraíba deu ao Brasil.

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Vimos muitos e muitos milhares de brasileiros morrendo de Covid. Família, amigos, gente conhecida, gente querida, pessoas anônimas, pessoas públicas, artistas amadíssimos.

E fomos abalados no nosso emocional, como, com muita lucidez, já previa, desde o início da pandemia, o médico Drauzio Varella. Um dano inevitável que enfrentaríamos também por causa dos males provocados pelo caos políticos em que fomos atirados.

2021 terminou. 2022 começa neste sábado. Dá para desejar uma boa passagem de ano, claro que dá, mas a frase usual – “Feliz Ano Novo!” – pode soar falsa. No mínimo, artificial. Esperamos, então, que o novo ano não seja tão ruim quanto este que acabou. E que nos traga alguma esperança no futuro.