Peter Bogdanovich, que morreu aos 82 anos, fez bons filmes, amou e estudou o cinema

Peter Bogdanovich morreu nesta quinta-feira (06). O cineasta tinha 82 anos. Segundo a família, morreu em casa de causas naturais.

Bogdanovich fez parte de uma geração que ficou conhecida como a Nova Hollywood – cineastas notáveis que despontaram entre o final da década de 1960 e o início da de 1970.

Os cinéfilos que foram contemporâneos dos seus primeiros filmes devem lembrar o quanto eram bons, o quanto eram bem narrados e de que modo dialogavam com o próprio cinema.

Destaco quatro filmes do início da carreira do cineasta: Na Mira da Morte, A Última Sessão de Cinema, Essa Pequena é uma Parada e Lua de Papel. Além, claro, do excelente documentário sobre John Ford, um dos mestres cultuados por Bogdanovich.

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Peter Bogdanovich não era só um talentosíssimo cineasta. Era um homem que amava e estudava o cinema. Foi crítico, fez grandes entrevistas, promoveu mostras, ajudou Orson Welles, recuperou Howard Hawks.

Infelizmente, o êxito dos primeiros anos se desfez na perigosa mistura de assuntos pessoais com a carreira – escândalos, falências, filmes ruins. A vida de Bogdanovich tirou dele o que parecia acompanhá-lo quando se consolidou no mundo do cinema.

NA MIRA DA MORTE

A ÚLTIMA SESSÃO DE CINEMA

ESSA PEQUENA É UMA PARADA

LUA DE PAPEL