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SILVIO OSIAS

Arnaldo Jabor não teve o perdão da esquerda. Problema da esquerda

Publicado em 15/02/2022 às 10:12


                                        
                                            Arnaldo Jabor não teve o perdão da esquerda. Problema da esquerda

				
					Arnaldo Jabor não teve o perdão da esquerda. Problema da esquerda

Começamos esta terça-feira (15) com a notícia da morte de Arnaldo Jabor. Uma triste notícia. Cineasta, jornalista, escritor, Jabor, de 81 anos, estava internado no Sírio Libanês, em São Paulo, desde o final do ano passado, depois de sofrer um AVC.

A maior contribuição de Arnaldo Jabor foi através do cinema. Ele era mais jovem do que a primeira geração do Cinema Novo, e seus filmes são dos anos 1970 e 1980. Antes, na segunda metade da década de 1960, realizou o documentário Opinião Pública.

No terreno da ficção, começou por Pindorama, filme pouco lembrado e, certamente, pouco visto. Nelson Rodrigues, por quem tinha verdadeira devoção, lhe forneceu a matéria-prima de Toda Nudez Será Castigada e O Casamento. São extraordinárias adaptações do teatro (no primeiro) e do romance (no segundo) de Nelson.

Toda Nudez Será Castigada enfrentou grandes problemas com os censores da ditadura militar. Foi retirado de cartaz e só voltou depois de sofrer cortes. Darlene Glória e Paulo Porto têm grandes atuações à frente do elenco, além de Paulo César Pereio.

Tudo Bem, Eu Te Amo e Eu Sei Que Vou Te Amar são filmes com personagens enclausurados. Falam deles, mas falam muito também do Brasil. Formam uma trilogia? Quem sabe?

Como figura ligada ao Cinema Novo, Arnaldo Jabor subverteu o movimento ao realizar filmes que levavam muita gente aos cinemas. Não havia nele as dificuldades de comunicação com o público que havia nos cinemanovistas da década de 1960, embora seus filmes não fossem convencionais.

Eu Sei Que Vou Te Amar é de 1986. A Suprema Felicidade, seu último filme, é de 2010. No longo intervalo entre um e outro, Jabor se consolidou como escritor e como comentarista da TV Globo. Seus comentários eram seu cinema, disse certa vez da sua participação nos telejornais da emissora.

Longe do cinema, Jabor se tornara crítico da esquerda. Crítico com lucidez e não com a direitização que a esquerda via nele. Morreu sem obter o perdão. Em seus comentários era brilhante, inteligente, mordaz, levava para a televisão aberta algo que raramente ela tinha.

Arnaldo Jabor colocou a sua inteligência a serviço do Brasil e dos seus impasses. Homens como ele sempre nos farão muita falta.

Imagem ilustrativa da imagem Arnaldo Jabor não teve o perdão da esquerda. Problema da esquerda

Silvio Osias

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