Documentário sobre o Clube da Esquina abre o Fest Aruanda nesta quinta-feira em João Pessoa

Musicos do Clube da Esquina em Diamantina – MG

O Fest Aruanda há muito se consolidou como importante evento do audiovisual. Realizado anualmente em João Pessoa, chega agora à sua edição de número 18. A abertura será nesta quinta-feira, 30 de novembro de 2023, na sala Macro XE-9, Cinépolis, no Manaíra Shopping.

A solenidade oficial de abertura está marcada para sete e meia da noite. Haverá duas exibições: a de Aruanda, o histórico documentário de Linduarte Noronha, e a de Nada Será Como Antes – A Música do Clube da Esquina (Foto/Divulgação), documentário de Ana Rieper.

Clube da Esquina é o álbum duplo que Milton Nascimento e Lô Borges lançaram em 1972. Digamos que é o segundo de uma série de sete álbuns cruciais da carreira de Milton. A série começa em 1970 com o disco de Bituca com o Som Imaginário e vai até o Clube da Esquina 2, de 1978.

Enumeremos: Milton (1970), Clube da Esquina (1972), Milagre dos Peixes (1973), Milagre dos Peixes ao Vivo (1974), Minas (1975), Geraes (1976) e Clube da Esquina 2 (1978). Poucos artistas têm uma sequência de discos tão extraordinária quanto essa de Milton Nascimento.

Clube da Esquina é, com absoluta justiça, considerado um dos grandes discos da música popular brasileira. Clube da Esquina é também como ficou conhecido esse ajuntamento de músicos inicialmente mineiros em torno da figura de Milton Nascimento.

Muita gente trata o Clube da Esquina como um movimento, mas, a rigor, não é. Prefiro dizer que é um acontecimento, um imenso e excepcional acontecimento na história da música popular que os brasileiros produziram na segunda metade do século XX.

Milton Nascimento, Lô Borges, Beto Guedes, Márcio Borges, Toninho Horta, Robertinho Silva. Esses são personagens que estavam no nascedouro do Clube da Esquina. São sócios fundadores e estão no filme de Ana Rieper. Entre outros, há o letrista Fernando Brant, morto em 2015, e o grupo Som Imaginário.

O Clube da Esquina não existiria sem Milton Nascimento. Ele é a figura central, o elemento catalisador. O cara que puxou para o seu lado os músicos e poetas com quem compôs e gravou esse cancioneiro antológico que tanto dá conta dos mistérios de Minas quanto das riquezas do Brasil.