icon search
icon search
home icon Home > cultura > silvio osias
compartilhar no whatsapp compartilhar no whatsapp compartilhar no telegram compartilhar no facebook compartilhar no linkedin copiar link deste artigo
Compartilhe o artigo
compartilhar no whatsapp compartilhar no whatsapp compartilhar no telegram compartilhar no facebook compartilhar no linkedin copiar link deste artigo
compartilhar artigo

SILVIO OSIAS

Zé do Burro, Deus e o Diabo, anti Cinema Novo e Cinema Novo em noite memorável no Cine Banguê

Publicado em 31/10/2023 às 7:24


                                        
                                            Zé do Burro, Deus e o Diabo, anti Cinema Novo e Cinema Novo em noite memorável no Cine Banguê

O Pagador de Promessas é de 1962. Dirigido por Anselmo Duarte a partir do texto teatral de Dias Gomes, o filme ganhou a Palma de Ouro em Cannes, muito provavelmente o maior feito internacional do cinema Brasileiro. Influenciado mais pelo Neorrealismo do que pela Nouvelle Vague, é criticado por ser acadêmico, mas isso nunca o fez menor.

Vi O Pagador de Promessas em 1973, no Cine Plaza, no relançamento de 10 anos que ocorrera em 1972. Não lembro de outras exibições nos cinemas pessoenses, mas é possível que tenham acontecido.


				
					Zé do Burro, Deus e o Diabo, anti Cinema Novo e Cinema Novo em noite memorável no Cine Banguê

Deus e o Diabo na Terra do Sol é de 1964. Sua primeira exibição pública, no Rio de Janeiro, se deu no dia 13 de março de 1964, horas antes do comício do então presidente João Goulart na Central do Brasil. Glauber Rocha tinha somente 25 anos quando o filme foi lançado. É marco absoluto do Cinema Novo e da cinematografia brasileira.

Vi Deus e o Diabo na Terra do Sol em 1981, no Cine Tambaú, no festival realizado logo após a morte de Glauber Rocha. Há 42 anos, portanto. Não tenho qualquer registro de que tenha sido exibido de novo nas telas grandes em João Pessoa.


				
					Zé do Burro, Deus e o Diabo, anti Cinema Novo e Cinema Novo em noite memorável no Cine Banguê

Nesta terça-feira (31), Deus e o Diabo na Terra do Sol e O Pagador de Promessas serão exibidos à noite no Cine Banguê, dentro da mostra A Cinemateca é brasileira. O filme de Glauber Rocha , às 18 horas. O de Anselmo Duarte, às 20 30h.

Glauber não gostava de O Pagador de Promessas e nunca escondeu. É como se o filme de Anselmo Duarte fosse uma representação do anti Cinema Novo. Anselmo Duarte nunca perdoou os cinemanovistas.

Se O Pagador de Promessas é o anti Cinema Novo, Deus e o Diabo na Terra do Sol é o próprio Cinema Novo, do jeito que o movimento foi pensado por Glauber, seu mais importante e inquieto representante.

Os dois filmes são muito diferentes, mas é interessante vê-los e debatê-los juntos porque têm, sim, pontos em comum, e dão conta do Brasil em que foram realizados. Não há de ser à toa que tenham sido programados pela Cinemateca para essa exibição numa mesma noite.

O Pagador de Promessas é um grande filme. Deus e o Diabo na Terra do Sol é o maior de todos os filmes brasileiros.

Imagem ilustrativa da imagem Zé do Burro, Deus e o Diabo, anti Cinema Novo e Cinema Novo em noite memorável no Cine Banguê

Silvio Osias

Tags

Comentários

Leia Também

  • compartilhar no whatsapp
  • compartilhar no whatsapp
    compartilhar no whatsapp
  • compartilhar no whatsapp
  • compartilhar no whatsapp
  • compartilhar no whatsapp