Camila Esposte
Láuriston Pinheiro

Avatares vão virar o novo fenômeno da internet

Criação de influenciadores e modelos virtuais passam a fazer parte da estratégia de grandes marcas para desenvolver a comunicação com seus clientes

Se você quer saber o quanto ainda vamos  evoluir na fusão entre o físico e o digital, a partir de plataformas avançadas imersivas como o Metaverso, Roblox, etc, a multiplicação dos avatares pode lhe ajudar a entender um lado desse universo paralelo  que está a se movimentar. Já é um fato amplamente aceito que todo influenciador – a partir de algum momento – deverá ter o seu próprio avatar. Não se trata daquelas carinhas que vemos, comumente, dando graça aos perfis das redes, acessíveis a qualquer pessoa. Os novos avatares poderão substituir seus ‘donos’ em eventos, em campanhas e até desenvolver sua própria comunidade. Sabrina Sato é a personalidade mais recente , zelosa de seu prestígio, a colocar seu avatar nas redes: Satiko possui traços fisionômicos que lembram muito a apresentadora, incluindo a pintinha no meio da testa. Ela foi criada e “modelada” pela Biobots, uma startup brasileira que recebeu um aporte de 20 milhões de reais para desenvolver sua tecnologia de interação em 3D, a partir dessas tentadoras criaturinhas fictícias.

Como já estamos habituados a Lu da Magalu e CB, garotinho das Casas Bahia, outros mais virão. Estaremos em breve tão familiarizados com suas aparições em filmes publicitários na tv aberta quanto na web, por telas de vários tamanhos. Avatares são a nova aposta das empresas para estabelecer uma comunicação mais humanizada e fomentar não apenas grupos e comunidades, mas manter o controle absoluto do diálogo com o público.Um avatar é 100% previsível.

Shudu Gram é uma modelo digital em 3D. Já esteve nas páginas da Elle, Vogue, Glamour; fez campanha para Hyundai e uma coleção da Tiffany. Já tem mais de 200 mil seguidores no Instagram. Foi criada por Cameron-James Wilson, polivalente designer, dono da The Diigitals (com dois ii mesmo…), uma agência californiana especializada em produzir esses belos “modelos virtuais”. Ela se juntou a Lil Miquela (a primeira influenciadora virtual de moda no Instagram), repetindo a trilha de Noonoouri e Daisy Page , outros dois seres hiper-realísticos que alavancam o cenário futurista do universo da moda. Marcas como Gucci, Nike, Dolce & Gabanna, Paco Rabanne, Tommy Hilfiger já movimentam fortunas em seus caixas para garantir espaços e lançamentos de produtos nos universos de virtualidade já em construção. Boa parte das grandes companhias já tomam estas iniciativas como uma espécie de ensaio para o que deve vir por aí.

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Ainda não sabemos todas as potencialidades do Metaverso, que ainda levará alguns anos até estar plenamente estabelecido, nem o grau de adesão que ele terá como rede social imersiva, mas esse horizonte de possibilidades já movimenta milhões de dólares em investimentos. A lista de brand personas ou de virtual influencers, gerados por computador como celebridades instatâneas, segue aumentando a cada dia. Desde a explosão dos games, avatares não são exatamente uma novidade, mas a partir da descoberta de que poderiam atuar como influenciadores, a sua adoção como parte da estratégia de marketing passou a fazer sentido para as marcas.