Programa que deixou carros mais baratos será estendido

Governo vai liberar R$ 300 milhões para a prorrogação do programa.

O programa de incentivo à compra de carros zero será prorrogado, com a extensão do desconto a empresas compradoras. A informação foi divulgada pelo Ministério da Fazenda nesta quarta-feira (28).

Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o valor que o governo vai liberar para essa prorrogação do programa será de R$ 300 milhões.

Já a primeira rodada do programa injetou R$ 500 milhões para a promoção de descontos de R$ 2 mil a R$ 8 mil em veículos novos.

Carro mais barato: veja versões e modelos com desconto

Nove montadoras aderiam ao programa de carro mais barato lançado pelo governo federal em 5 de junho. Elas colocaram à disposição dos consumidores, para compra com desconto, 233 versões de 31 modelos. As informações foram enviadas pelas próprias montadoras ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio de Serviços (MDIC).

As montadoras de carros que aderiram ao programa são Renault, Volks, Toyota, Hyundai, Nissan, Honda, GM, Fiat e Peugeot. A lista é dinâmica, ou seja, as montadoras podem a qualquer momento incluir outros modelos, desde que comuniquem o MDIC.

Todas elas solicitaram inicialmente o máximo de recursos permitidos no momento de adesão ao programa, ou seja, R$ 10 milhões cada, sendo que seis delas (Volks, Hyundai, GM, Fiat, Peugeot e Renault) já pediram crédito adicional de mais R$ 10 milhões. A soma (R$ 150 milhões), incluindo os créditos adicionais já solicitados, representa 30% do teto de R$ 500 milhões que poderão ser usados pelas empresas como crédito tributário para venda de carros mais baratos.

Na medida em que usarem os montantes solicitados, as montadoras podem pedir créditos adicionais. Essa possibilidade se esgota quando o teto de R$ 500 milhões for atingido.

Os descontos patrocinados pelo governo para os carros vão de R$ 2 mil a R$ 8 mil, podendo alcançar valores maiores a critério de fábricas e concessionárias. A definição das faixas de desconto levou em conta três critérios: menor preço, eficiência energética e conteúdo nacional. Quanto maior a pontuação nesses critérios, maior o desconto.

Com informações da Agência Brasil e do g1.