Do cultivo da cana à destilação, Cachaça Preciosa do Vale renova um clássico nacional

13 de setembro é o dia nacional da bebida, que ao longo dos séculos tornou-se a cara do Brasil.

Dia Nacional da Cachaça. Foto: Cachaça Preciosa do Vale

No Brasil há poucas coisas tão democráticas quanto cachaça. Primeiro destilado da América, criada entre 1516 e 1532, a nossa branquinha vai de refinados empórios até os botecos mais modestos, é brindada por ricos e pobres e é tida como patrimônio nacional. Pois bem, já prepare o shot, que em 13 de setembro é comemorado o Dia Nacional da
Cachaça.

A cana-de-açúcar chegou ao Brasil junto com os portugueses e se estabeleceu por muito tempo como uma das principais atividades econômicas nacionais. Na Paraíba, em 1913 o senhor João Úrsulo Ribeiro Coutinho adquiriu o Engenho Central e deu início à tradição familiar que, de geração em geração, daria fruto à Cachaça Preciosa do Vale, produzida em Sapé-PB.

O nosso aguardente não teve um caminho fácil para se estabelecer. No século XVII o governo português chegou a proibir sua produção, mas a bebida já tinha ganho o coração do povo, que 13 de setembro de 1661 deflagrou a Revolta da Cachaça. De lá pra cá foi só amor, e atualmente ela representa 72% do mercado de destilados no país, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Cachaça (Ibrac).

Dia Nacional da Cachaça. Foto: Cachaça Preciosa do Vale

Hoje o processo de produção está cada vez mais moderno, o que reflete na qualidade e pureza do produto final. Normalmente são utilizados agrotóxicos e produtos químicos para o combate de pragas e doenças na cana, mas a Preciosa do Vale vem inovando nesse conceito. E de inovação eles entendem bem, já que em 1929 a Usina São João já produzia álcool que era utilizado como combustível para seus tratores e automóveis, tecnologia que só se popularizou cinquenta anos depois.

Na Fazenda Fundo do Vale, as mudanças seguem as mais modernas tendências mundiais de sustentabilidade na agricultura. Os químicos são substituídos por produtos biológicos, à base de fungos, vespas, bactérias e microorganismos benéficos que não agridem o solo e nem oferecem risco à saúde dos trabalhadores e consumidores. A irrigação é feita por gotejamento, evitando o desperdício de água, e a vinhaça da cana, que antigamente seria descartada em rios, é transformada em biomassa e devolvida ao solo.

Pelas mãos de Fernandinho Rabelo, a marca já surgiu grande e começou a comercialização em março de 2021. Seguindo os passos do bisavô, ele viu a possibilidade de criar uma cachaça com produção própria, do cultivo à destilação, mantendo viva a tradição familiar. Toda feita em alambique de cobre, com uma das linhas de produção mais modernas do país, a cartela de produtos da Preciosa do Vale atende desde o consumidor tradicional até os paladares mais sofisticados. A bebida é armazenada em barris de umburana, carvalho francês, carvalho americano entre outras madeiras nacionais e atualmente conta com cinco rótulos, incluindo uma linha especial com blend de 5 madeiras.

Dia Nacional da Cachaça. Foto: Cachaça Preciosa do Vale

Após séculos de história, a cachaça tornou-se a cara do Brasil. Ao longo do tempo, foi brinde nas reuniões dos inconfidentes como símbolo de patriotismo, caminhou pela Coluna Prestes e foi escolhida como a bebida oficial da Semana de Arte Moderna de 1922. Hoje, é um dos quatro destilados mais consumidos no mundo, um produto tipo exportação, destaque em concursos nacionais e internacionais. Essa nova fase, encabeçada por empresas como a Preciosa do Vale, retrata um Brasil moderno, cosmopolita, mas fiel às suas origens socioculturais.

BEBA COM MODERAÇÃO.