Ruthyanna Camila faz história ao se tornar a primeira árbitra numa final no futebol paraibano

Ela comandou a decisão da Segundona do estadual entre CSP e Sport de Lagoa que foi decidida nos pênaltis.

Foto: Reprodução / TV Cabo Branco

Ruthyanna Camila fez história ao se tornar a primeira árbitra numa final no futebol paraibano. Ela comandou a decisão da 2ª divisão do Campeonato Paraibano, entre CSP e Sport Lagoa Seca, que foi decidida nos pênaltis

A Paraíba também entrou esta semana para as estatísticas históricas da arbitragem feminina no Brasil. Ruthyana Camila foi a primeira árbitra a apitar uma final do Campeonato Paraibano. O feito foi na decisão da Segundona, vencida nos pênaltis pelo Tigre, depois do empate por 2 a 2 no tempo normal, em jogo disputado quinta-feira, no Almeidão.

Eu não estou escrevendo só um capítulo da minha história. Eu estou escrevendo um capítulo da Paraíba, em visão nacional, em visão estadual. Então eu não estou escrevendo só para mim – emocionou-se Ruthyana.

A presença de Ruthyana numa final de competição ocorreu quase trinta anos depois da primeira mulher apitar uma partida da Série A do Campeonato Brasileiro. Sílvia Regina, em 30 de junho de 2003, apitou Guarani e São Paulo. Ela voltou a trabalhar em 2005 no jogo entre Fortaleza e Paysandu. A cena voltou a se repetir somente 14 anos depois.

Ruthyana tem consciência do feito histórico para a arbitragem feminina na Paraíba e também no Brasil e incentiva outras mulheres a se dedicarem à função.

— Eu quero que venham mais depois de mim. Eu estou sendo a primeira, mas eu quero que venham mais — destacou.

Ruthyanna Camila é do quadro da CBF (Foto: Kiyoshi Abreu)

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O protagonismo das mulheres no futebol também chegou à arbitragem. Em 2020, a Confederação Brasileira de Futebol registrou recorde na escalação de árbitras e assistentes nas competições profissionais masculina, com 394 escalações contra 79 em 2010, o que representa um aumento de quase 400%. Este ano está marcado pelo maior número de profissionais presentes na Seleção Nacional de Árbitros (SENAF).

Em âmbito internacional mais uma barreira foi rompida nesta temporada. Edina Alves e Neuza Back integraram primeiro trio feminino a comandar uma partida de futebol masculino da FIFA, durante o Mundial de Clubes de 2020. A dupla com Ana Paula Oliveira formaram a primeira equipe de arbitragem totalmente feminina na história da Libertadores, no jogo entre Defensa y Justicia e Independiente Del Valle, em maio deste ano.

O Brasil é atualmente, segundo estatística da CBF, o maior quadro internacional na Fifa de árbitras e assistentes, com seis mulheres em cada uma das funções.