Entre Linhas

Botafogo-PB tem média de um jogador lesionado a cada 10 dias em 2021

Já foram 20 lesões que tiraram atletas de partidas na temporada

Por Pedro Alves

Bruno sente dores após torção // Foto: Reprodução / Náutico

O Botafogo-PB até aqui não faz uma temporada empolgante. Foi mal na Copa do Nordeste, caindo ainda na fase de grupos. Foi mal no Campeonato Paraibano, sem passar da semifinal. E, para além dos problemas de performance em campo, não dá para negar que uma coisa tem prejudicado o Belo na atual temporada. As lesões. Nada mais nada menos do que 16 atletas se machucaram na atual temporada, em sete meses. Ou seja, a cada mais ou menos 12 dias, em média, um jogador diferente do Belo se machucou em 2021.

 

Isso vem sendo o calcanhar, o adutor, a coxa, o joelho, o tornozelo de Aquiles do Belo no ano. Apesar disso, neste segundo semestre, o time paraibano vai tentando sobreviver aos problemas clínicos. Atualmente o Botafogo-PB está no G-4 da Série C do Campeonato Brasileiro. O torneio é a última esperança do clube de 2021 ser bom. Mas vamos aos números.

 

Já se machucaram no ano: Felipe, Rhuan, Fred, Tsunami, Lucas Gabriel, Clayton, Amaral, Esquerdinha, Rogério, Juninho, Bruno Menezes, Rafael Barros, Welton, Bruno, Rafael Oliveira e Sávio (atacante).

 

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O zagueiro Fred, os meias Juninho e Clayton e o atacante Rafael Oliveira se machucaram duas vezes, cada. Desse modo, foram 20 lesões no ano. Com os jogadores perdendo ao menos um jogo após a lesão, critério adotado para a contagem. Com isso, no fim das contas, a média é de uma lesão a cada 10 dias na Maravilha do Contorno, com o desfalcando o time no jogo que estava por vir.

 

Só na última partida, no empate sem gols com o Jacuipense, Fred e Juninho tiveram que sair por conta de lesões. Muitos desses problemas foram em partidas, obrigando os treinadores a fazer substituições dentro do jogo. Outras lesões foram graves, obrigando atletas a ficarem no departamento médico por meses.

 

Os piores casos foram de Bruno, Rafael Barros e Lucas Gabriel. Os três romperam o ligamento cruzado do joelho, uma das mais graves e comuns lesões do futebol. Três casos graves no mesmo ano. Uma lesão que só se resolve com cirurgia e que o seu tratamento dura mais de seis meses.

 

Bruno se machucou ainda na pré-temporada, num amistoso contra o Náutico. Lucas Gabriel se lesionou em um lance simples, sozinho, na partida pelo Paraibano diante do São Paulo Crystal.

Juninho quebrou um osso do braço e teve que fazer cirurgia

Rafael Barros foi a situação mais curiosa, dentro da perspectiva trágica. O atacante acabou rompendo o ligamento em seu primeiro treino com a camisa do Botafogo-PB. Ou seja, sequer chegou a vestir a camisa do Belo em um jogo ou amistoso. Houve fraturas também na temporada. O meia Esquerdinha fraturou a clavícula num amistoso contra o Palmeira-RN. O meia Juninho quebrou um osso do braço, a ulna, no último fim de semana. Ambos também tiveram que passar po cirurgia.

 

Danos físicos e psicológicos para os jogadores. Trabalho grande para os médicos Glauber Novais e Fábio Farias, além do fisioterapeuta Wellington Almeida. E claro, dor de cabeça para a comissão técnica capitaneada por Gerson Gusmão. Tentando superar tudo isso, o Belo vai em busca do sonhado acesso, que, se acontecer, vai ser em um ano de muita provação.