Jabutis lesionados ganham rodinhas dos veterinários da Bica, em João Pessoa

Animais com problemas de locomoção foram entregues pelo Ibama ao Parque.

Foto: Patrícia Cantisani/Secom-JP
Foto: Patrícia Cantisani/Secom-JP

Os técnicos do Parque Arruda Câmara (Bica), em João Pessoa, realizaram a colocação de rodinhas em dois jabutis. A ação tem como objetivo auxiliar a locomoção dos animais, que foram entregues pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) ao Parque Arruda Câmara por não terem condições de retornar à natureza devido à lesão em seus membros.

Além da sua função de Educação Ambiental, conservação de espécies, pesquisa e reprodução, a Bica também tem a função de abrigar animais que não podem ser soltos na natureza.

O chefe do setor de Zoológico da Bica, Thiago Nery, informou que um dos animais chegou com a pata amputada por um ferimento antigo e por isso se locomovia com dificuldade, então a colocação da rodinha foi para dar mais facilidade na locomoção.

Ele contou ainda que, “o outro chegou com a luxação antiga, que já estava com muita fibrose na área e o membro estava atrofiado, então, em parceria com a Unidiagnóstico-Vet, fizemos o Raio-x para saber como estava a estrutura do animal, daí realizamos a amputação e, após o procedimento cirúrgico, ele recebeu a prótese para ajudar na locomoção”, revelou, acrescentando ainda que a opção feita pela rodinha foi tipo por causa do terreno existente no local.

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O diretor ressaltou ainda que devido às condições, os jabutis precisam ficar sob os cuidados especiais de humanos. “Essa é uma das funções que justifica a existência do zoológico. O Parque Arruda Câmara abriga animais como estes, animais mutilados, que precisam de uma prótese de bico ou de pata, ou seja, de auxílio na hora da alimentação para ter qualidade de vida. Temos ainda animais com problemas neurológicos que também não podem voltar para a natureza. Isso e é o que justifica a gente estar aqui”, ressaltou.

A médica veterinária do Parque Arruda Câmara, Paola Gonçalves, explicou que o procedimento se deu com materiais não abrasivos, que não desfavorecem a situação clínica do animal e que essa é uma técnica que já é feita na Medicina Veterinária, com esse tipo de animal já há algum tempo.

“A gente usou fibra de vidro e rodinha de plástico, colocada por baixo do casco, na parte do plastrão, de forma que fique firme e rígida, respeitando a anatomia do animal para que ele consiga se movimentar e ambos se adaptaram muito bem porque, nesse caso, a amputação foi de apenas um dos membros” avaliou.