Fontenelle diz que delegado da PB fez ‘denunciação caluniosa’ ao abrir inquérito

Antônia Fontenelle respondeu ao delegado Pedro Ivo sobre inquérito de xenofobia.

A atriz Antônia Fontenelle, que vai ser investigada pela Polícia Civil da Paraíba por crime de xenofobia contra paraibanos, disse, nas redes sociais e em um vídeo postado no canal dela no Youtube, que o delegado Pedro Ivo teria feito “denunciação caluniosa”, ao determinar a abertura do inquérito para apurar a conduta dela nas declarações a favor de Pamella Holanda no caso das agressões causadas a Pamella pelo ex-marido, Dj Ivis.

“Caro delegado, denunciação caluniosa é crime, o Sr. Estudou e sabe muito bem disso”, escreveu Fontenelle no Twitter, em resposta a uma postagem do delegado onde compartilha uma notícia sobre a abertura do inquérito.

Em um vídeo, a atriz falou mais sobre o assunto. “Eu acho que esse delegado não sabe de quem está falando, não estudou minha história, não me conhece. Para começar, eu sou nordestina como você, com a diferença de que eu não faço barulho só no Nordeste, eu faço no Brasil inteiro, eu sou respeitada no Rio de Janeiro. […] Se o senhor estudou para isso, no mínimo tem que saber o significado da palavra xenofobia, correto? Eu espero que sim”, disse. 

Pedro Ivo é titular da 1ª Delegacia Seccional de Polícia Civil em João Pessoa, e determinou, na quinta-feira (15), que o inquérito fosse aberto pela Delegacia Especializada Crimes Homofóbicos, Raciais e de Intolerância Religiosa (DECHRADI). 

O Jornal da Paraíba entrou em contato com Pedro Ivo, que disse que não acompanha “essas questões” nos ambientes virtuais e prefere não retrucar as mensagens. “A gente já fez o encaminhamento do caso, e ela já vai ter o direito de apresentar suas razões, se defender, e quem vai decidir essa questão é a Justiça”, disse.

Declarações xenofóbicas

O inquérito foi aberto após sucessivas declarações de Fontenelle sobre o caso do DJ Ivis. “Esses paraíbas fazem um pouquinho de sucesso e acham que pode tudo. Amanhã vou contatar as autoridades do Ceará para entender porque esse cretino não foi preso”, escreveu Fontenelle nos comentários de uma publicação sobre as agressões de DJ Ivis contra Pamella.

 Após a declaração, cantores, artistas, famosos, blogs e várias páginas de entretenimento fizeram críticas a Antônia. Ela até tentou justificar a atitude em novos stories e afirmou que já estava esperando represálias, e que as acusações contra ela não passavam de uma tentativa de abafar a violência, em detrimento de sua fala.

“Esse bando de desocupado aí da máfia digital que não tem nada o que fazer. Se juntaram pra agora me acusar de xenofobia. De novo? Num cola! Já tentaram me acusar de xenofobia. (…) Porque eu falei ‘esses ‘paraíba’ quando começam a ganhar um pouquinho de dinheiro acham que podem tudo. ‘Paraíba’ eu me refiro a quem faz ‘paraibada‘, pode ser ele sulista, pode ser ele nordestino, pode ser ele o que for. Se fizer paraibada, é uma força de expressão”, afirmou.

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Segundo Pedro Ivo, a conduta de Fontenelle se amolda ao tipo penal descrito no art. 20 da Lei nº 7716/1989, que define os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. 

No vídeo postado no canal dela no YouTube, a atriz se defendeu. “Eu estou tranquila, não existe crime. Quando eu estou errada, quando eu entendo que eu estou errada, eu vou lá e faço: ‘errei, não tem problema’. Agora não venham me coagir, não venham me imputar um crime que eu não cometi”, completou.