Antônia Fontenelle é indiciada por crime de preconceito após usar termo ‘Paraíba’ de forma pejorativa

Fontenelle foi indiciada na Lei do Racismo, que prevê pena de reclusão de 1 a 3 anos e multa para o crime de preconceito ou descriminação.

Atriz e youtuber Antônia Fontenelle. Foto: Divulgação

A atriz e youtuber Antônia Fontenelle foi indiciada pelo crime de preconceito, pela Polícia Civil da Paraíba, após fazer declarações xenofóbicas a DJ Ivis, quando defendia Pamella Holanda no caso das agressões causadas a Pamella pelo ex-marido.

Como conclusão das investigações, o delegado Marcelo Antas Falcone, entendeu por indiciar Antônia Fontenelle na Lei do Racismo, que prevê pena de reclusão de 1 a 3 anos e multa para o crime de preconceito ou descriminação.

O JORNAL DA PARAÍBA entrou em contato com a assessoria de comunicação de Fontenelle, por e-mail, mas nenhuma resposta foi recebida até às 8h40 desta quarta-feira (22).

Fontenelle foi acusada de xenofobia, nas redes sociais. Os vídeos de agressões contra Pamella foram divulgados por ela nas redes sociais. No dia seguinte, Fontenelle se posicionou contra as agressões e postou o seguinte texto nas redes sociais, ao comentar o assunto:

“Esses paraíbas fazem um pouquinho de sucesso e acham que pode tudo. Amanhã vou contatar as autoridades do Ceará para entender porque esse cretino não foi preso”, escreveu Fontenelle nos comentários de uma publicação sobre as agressões de DJ Ivis contra Pamella.

Dj Ivis, que é paraibano, mora em Fortaleza e foi preso no dia 14 de agosto. Após a declaração, cantores, artistas, famosos, blogs e várias páginas de entretenimento fizeram críticas a Antônia. Ela até tentou justificar a atitude em novos stories e afirmou que já estava esperando represálias, e que as acusações contra ela não passavam de uma tentativa de abafar a violência, em detrimento de sua fala.

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“Esse bando de desocupado aí da máfia digital que não tem nada o que fazer. Se juntaram pra agora me acusar de xenofobia. De novo? Num cola! Já tentaram me acusar de xenofobia. (…) Porque eu falei ‘esses ‘paraíba’ quando começam a ganhar um pouquinho de dinheiro acham que podem tudo. ‘Paraíba’ eu me refiro a quem faz ‘paraibada‘, pode ser ele sulista, pode ser ele nordestino, pode ser ele o que for. Se fizer paraibada, é uma força de expressão”, afirmou.

As investigações contaram com o apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que cumpriu carta precatória para interrogatório da indiciada na capital fluminense pela Delegacia de Polícia Civil da Barra da Tijuca. Conforme informações da Polícia Civil, durante o interrogatório Antônia Fontenelle informou que usou as expressões para se referir ao DJ, mas não pretendia atingir a população da Paraíba ou qualquer nordestino, nem tampouco ofender grupos ou demonstrar superioridade. Afirmou, ainda, que suas palavras foram proferidas no auge de sua indignação.

Com a conclusão das investigação, o procedimento será encaminhado para o setor judiciário, para que o Ministério Público adote as providências cabíveis.

Antônia Fontenelle chegou a ajuizar um habeas corpus com o objetivo de impedir a realização das investigações. No entanto, a liminar pedida pelo advogado foi negada pela Justiça.