Na pandemia, produção agrícola na Paraíba cresce em lavouras temporárias

Algodão em caroço lidera as produções em ascensão, passando dos 200% de aumento.

Em 2020 a Paraíba teve uma alta de quase 40 mil hectares de produção agrícola nas lavouras temporárias, em comparação a 2019. O levantamento é da Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgada nesta quarta-feira (22), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Em destaque entre os cultivos em lavouras temporárias paraibanas, o algodão herbáceo em caroço cresceu 209,2% em 2020, frente a 2019. De acordo com a pesquisa, o total passou de 1,1 mil toneladas, no ano anterior, para 3,6 mil no último. A produção paraibana foi a 11ª maior do país.

Também foi verificado avanço na área ocupada pela cultura de algodão, que passou de 911 hectares, em 2019, para 2,1 mil hectares em 2020. A PAM indica ainda que, no estado, os principais produtores do algodão herbáceo em caroço foram os municípios de: Sousa, Aparecida, Marizópolis e Tacima. 

Outras lavouras temporárias que apresentaram crescimentos expressivos em 2020, diante dos resultados de 2019, foram as de: milho em grão (96,8%); amendoim em casca (89,1%);  feijão em grão (70,8%); fava em grão (49,6%); e arroz em casca (33,7%).

Já um cultivo que registrou queda brusca na Paraíba foi o de abacaxi. Em 2020, as lavouras temporárias registraram a menor quantidade de frutos produzida em 10 anos. Apesar disso, o estado permaneceu como o 2º maior produtor do Brasil, atrás apenas do Pará. 

Em 2020, o valor da produção paraibana de abacaxi foi de cerca de R$ 318,9 milhões, sendo o segundo maior do país e representando, aproximadamente, 46,3% do valor total da produção do Nordeste e 13,6% do brasileiro. 

Já em relação às lavouras permanentes, as maiores expansões na quantidade produzida ocorreram nas culturas de: pimenta-do-reino (21,6%); mamão (9,7%); coco-da-baía (4,2%); e banana (3,9%). Por outro lado, as reduções mais significativas foram constatadas nas lavouras de: limão (-7,5%); urucum – semente (-7,1%); e castanha de caju (-5,2%).

 

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