Luxo na Cracolândia

Operação da Polícia Civil apreendeu droga no varadouro, segundo a Polícia traficante tinha alto padrão de vida.

Em meio a uma comunidade carente e dominada pelo tráfico de drogas, a Polícia Civil localizou, na noite da última quinta-feira, uma casa de luxo de propriedade de um suposto traficante. A casa foi localizada na ‘Cracolândia’, no bairro do Varadouro, em João Pessoa, por policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE). De acordo com o delegado Ramirez São Pedro, o proprietário da residência chegava a ter um rendimento mensal de R$ 40 mil com a venda de pedras de crack.

Na operação realizada pela DRE foi aprendido um quilo de crack e presos Gilvandro Marques Vicente, 36 anos, e sua esposa identificada por ‘Terezinha’, que seriam proprietários da residência e da droga. Conforme Ramirez São Pedro, a ação aconteceu em cumprimento a dois mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara de Entorpecentes da capital. O crack estava escondido em geladeiras de um bar do suspeito também localizado na ‘Cracolândia’.

“Após localizar a droga, nós fomos à casa do suspeito, onde verificamos um alto padrão de vida, com fotos de viagens turísticas, o que não é condizente com a região onde a residência está localizada. Ele possuía duas motos e um carro e na casa nós encontramos uma centena de comprovantes de depósitos bancários com valores de R$ 5 e R$ 10, que seriam pagamentos de usuários de drogas nas contas da esposa e da filha do suspeito”, disse o delegado Ramirez.

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O delegado revelou que, quando fracionada, a pedra de crack de 1kg renderia cinco mil pedras menores que seriam revendidas para usuários. “Ele vendia cerca de um 1kg de crack por semana, cada pedra a R$ 10. Ele confessa o crime e disse que praticava há muito tempo, mas estava querendo abandonar o tráfico, já a esposa dele nega o crime”, afirmou Ramirez.

A droga era comercializada na ‘Cracolândia’, principalmente na ‘Casa da Nóia’. “A Casa da Nóia é um residência abandonada na ‘Cracolândia’ utilizada pelos usuários para consumir o crack”, revelou o delegado, acrescentando que a DRE investiga outros traficantes de João Pessoa que levam alta padrão de vida. “Nós começamos as investigações a partir do padrão de vida que eles levavam dentro da comunidade. Outros traficantes que possuem alto padrão de vida em comunidades são investigados pela DRE.

Essas pessoas compram veículos e outros itens e nós verificamos que eles não possuem fonte de renda para isso”, concluiu.