Suspeitos detidos em 2015 lotariam mais de um presídio do Serrotão

Nos cinco primeiros meses deste ano a Polícia Militar afirma que já realizou 499 prisões e apreensões em flagrante. 

Entre o primeiro dia deste ano e o final do mês de maio, a Polícia Militar que atua em Campina Grande já realizou a prisão e apreensão de 499 pessoas em situação de flagrante ou ato infracional na cidade.  Os dados foram divulgados na manhã desta segunda-feira (1º) pelo comandante do 2ºBatalhão de Polícia Militar (2ºBPM), major Gilberto Felipe. Os números mostram que somente os presos nestes primeiros cinco meses de 2015 somam uma quantidade suficiente para lotar, com sobras, o presídio Raimundo Asfora, mais conhecido como Serrotão.

A capacidade da principal unidade prisional de Campina Grande é de 350 presos e com as 499 prisões e apreensões número supriria 142%  da lotação. O comandante ressalta que os dados correspondem aos atos falgrados pela Polícia Militar e que em meio às ocorrências estão pessoas que foram detidas mais de uma vez. “Há casos onde efetuamos o flagrante, mas o cidadão paga uma fiança e é liberado. Temos que lembrar também dos adolescentes que em sua maioria não ficam internados e voltam as ruas”, disse ele. 
 
Ainda sobre a não volta das pessoas presos às ruas, o comandante major Gilberto Felipe estimou que menos de 5% das pessoas que foram presas pela Polícia Militar este ano, continua no presídio. “Infelizmente temos este problema de impunidade. A polícia faz sua parte, mas a legislação de nosso país permite que estes agressores saiam das cadeias e voltem às ruas. Por isso também pedimos a compreensão da população, que muitas vezes culpam a Polícia Militar pela impunidade. Temos feito nossa parte e trabalhamos muito. Os números não mentem. Temos que salientar que a impunidade gera insegurança, mas com os agressores presos, a paz social reina”, frisou. 
 
O vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) secção de Campina Grande, José Francisco Fernandes Júnior, ficou assustado ao saber dos dados apresentado pelo comandante e disse que fará uma apuração. “Esses dados são muito alarmantes. 5% é um número muito pequeno para tantas prisões e apreensões. Vou convocar com urgência uma reunião com a Comissão de Direito Criminal da OAB para fazer um levantamento destas informações”, disse ele. 
 
Armas
 
Ainda na apresentação do balanço de ações da Polícia Militar nos cinco primeiros meses deste ano, o comandante do 2º BPM, major Gilberto Felipe, disse que neste período já foram apreendidas 115 armas de fogo em Campina Grande. “Com estas armas apreendias devemos salientar que são crimes sendo evitados. São homicídios, roubos que deixaram de acontecer com as nossas ações”, acrescentou. 
 

 

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