Etanol como matriz energética é foco de seminário na Paraíba

Evento também aborda impacto na distribuição do combustível.

A valorização do etanol como matriz energética limpa e renovável é o foco de um seminário que acontece nesta quinta-feira (18) em João Pessoa. No encontro também vão ser discutidas as recentes mudanças na estrutura das empresas da Petrobras como, por exemplo, a BR Distribuidora e a Transpetro no serviço de logística realizado em alguns portos do Nordeste.

O seminário “O Futuro que Queremos” vai contar com a presença de executivos da União da indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), empresários, autoridades, acadêmicos e especialistas da cadeia sucroenergética nacional. Entre os principais temas abordados no evento, estão a política de preço do etanol, a geração de empregos na indústria canavieira, novas tecnologias e impactos positivos da cultura da cana para o meio ambiente.

A programação do evento conta com palestras sobre setores de produção, comércio internacional, bancos, distribuição e revenda de combustíveis, promovendo uma avaliação conjunta do setor sobre o novo ciclo da cana, mercado, regulação e as perspectivas futuras.

As inscrições para o  seminário “O Futuro que Queremos” são gratuitas e podem ser realizadas até o dia 18 de agosto. Os interessados devem preencher o formulário de participação no site de inscrições criado pelo Sindalcool-PB. Os eventos são organizados pelo Sindicato da Indústria de Fabricação do Álcool do Estado da Paraíba (Sindalcool) em parceria com os Sindicatos da Indústria do Açúcar e do Álcool nos Estados de Pernambuco e Alagoas (Sindaçúcar).

Mercado de combustível no Nordeste

As alterações em contratos com distribuidoras nos portos preveem, por exemplo, a possível saída da Transpetro dos portos de Cabedelo (PB) e de Maceió (AL), o que vai impactar fortemente a distribuição dos mercados dos combustíveis dos dois Estados.

Segundo o presidente Executivo do Sindicato da Indústria de Fabricação do Álcool no Estado da Paraíba (Sindalcool-PB), Edmundo Barbosa, o fato de a Petrobras não ser mais responsável pela totalidade do abastecimento nacional, além da possível  venda da Transpetro e da BR Distribuidora (que atende 70% do Nordeste), são fatores de incerteza no mercado já que a logística passa a ser assumida também pelas distribuidoras. “O mundo está mudando rápido. Agora são as distribuidoras que vivem as incertezas que as usinas e fornecedores sempre viveram. Por isto cabe à pergunta qual é o futuro que queremos?”, avalia Edmundo.

Setor no Paraíba

A Paraíba é responsável por 1% da produção nacional, enquanto o Nordeste corresponde a cerca de 10% da produção no país, segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Produção do Álcool da Paraíba (Sindalcool-PB), Edmundo Barbosa. "A produção paraibana é 70% destinada para a produção de álcool e 30% para açúcar", detalhou.

No Estado o setor sucrooalcooleiro fatura em torno de R$ 1 bilhão, com engenhos de 8 empresas, presentes em 26 munícipios. "Ainda temos muitos engenhos voltados para pequenas produções ou para produção de aguardante", disse Barbosa. A perspectiva do Sindalcool é que com o crescimento gradual do uso do etanol e das políticas públicas voltadas ao setor, o investimento e a produção cresça na Paraíba.

Sobre geração de empregos, a colheita mecanizada é o principal alvo de criticas e dúvidas, já que elimina parte da mão-de-obra responsável pela colheita. "Para acontecer, a colheita mecanizada precisa de mão-de-obra especializada, o que gera diversos empregos. E demissão em massa não acontece, inclusive, 90 a 92% dos trabalhadores contratados para colheitas futuras são os que já trabalharam em anos passados", disse Edmundo Barbosa. Mais de 21 mil trabalhadores vão ser contratados para a colheita 2016/2017 apenas na Paraíba, com salários que podem chegar a R$ 2.200.

Programação
Local: Estação Cabo Branco
Endereço: Avenida Panorâmica, Altiplano Cabo Branco – João Pessoa (PB)

8h – Painel  1: “O Futuro que fazemos hoje” – Alexandre Figliolino – Diágnóstico Atual Mediadores: André Rocha, Antônio de Pádua Rodrigues. Produtores: Rui Chammas Biosev, Pedro Mizutani, Alexandre Meirelles;

10h – Painel  2; O Setor Sucroenergético e a Sustentação Econômica – Mediadores: Mário Campos e Elisabeth Farina Produtores: Gilvan Celso Cavalcanti de Morais Sobrinho Miriri S.A., Luiz Roberto Pogeti – Copersucar, Jucelino Oliveira de Souza, Usina Coruripe, Enrico Biancheri – Biosev;

11h30 – Painel  3: Compreendendo melhor o Setor Sucroenergético Mundial – Palestrantes: Plínio Nastari, Renato Cunha, Pedro Robério e Edmundo Barbosa, SINDALCOOL – Sindicato da Indústria de Fabricação do Álcool do Estado da Paraíba