Após dois meses preso, paraibano suspeito de terrorismo deixa cadeia

Antônio não foi denunciado pelo MPF e deixou o presídio no final de semana.

Preso no mês de julho por suspeita de terrorismo, o paraibano Antônio Andrade dos Santos Júnior, também conhecido como Ahmed Al-Falluji, deixou a prisão neste final de semana. A informação foi confirmada ao JORNAL DA PARAÌBA, pela mulher dele, Vanessa Schuh, nesta segunda-feira (19).

Na sexta-feira (16) o juiz federal Marcos Josegrei da Silva, responsável pela Operação Hashtag, converteu em preventivas as prisões temporárias de oito suspeitos de ligação com o grupo extremista Estado Islâmico e de planejarem ataques terroristas durante as Olimpíadas do Rio de Janeiro. Ele atendeu um pedido do Ministério Público Federal (MPF), que apresentou denúncia contra os suspeitos. Eles são acusados dos crimes de promoção de organização terrorista e associação criminosa.

Antônio Andrade não está no grupo dos denunciados. O MPF não viu motivo para a manutenção da prisão dele e o juiz acatou. Ele e outros cinco que ganharam a liberdade condicional deverão comparecer, todo começo de mês, na unidade da Polícia Federal mais próxima de onde vivem. A Justiça também determinou que a entrega dos seus passaportes e os proibiu de “frequentar cursos ou atividades que envolvam explosivos, armas de fogo, artes marciais e simulacros de armas de fogo” e de se ausentarem das cidades onde moram.

“Ele está bem. Está curtindo o filho, de quem estava com muita saudade”, disse Vanessa sobre o marido. Eles são casados há dois anos e têm um filho de um ano de idade.


A operação

Segundo o MPF, o grupo preso na operação foi descoberto a partir de um relatório do FBI americano sobre brasileiros envolvidos com células terroristas. A partir desse documento, a Polícia Federal monitorou os envolvidos através de quebra de sigilo telefônico, rastreamento de redes sociais e acompanhamento de conversas trocadas em aplicativos de comunicação.
 

A operação Hashtag foi deflagrada pela primeira vez no dia 21 de julho. Nas três primeiras fases, 15 pessoas foram presas em nove estados brasileiros e encaminhadas à Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. No último dia 6, a quarta fase da operação cumpriu dois mandados de condução coercitiva e dois de busca e apreensão em São Paulo.