Em vídeo deprimente, 2º colocado na UFCG faz apelo por indicação a Jair Bolsonaro

Argumentos usados para justificar indicação são dignos de desprezo

Foto: Ascom

A postura do presidente Jair Bolsonaro, de não seguir a ordem de votação dos membros nas listas tríplices nas universidades federais, tem feito surgir uma corrida desenfreada para ser o ‘indicado pelo rei’ para as Reitorias das instituições. Em Campina Grande, na UFCG, a disputa ganhou hoje mais um capítulo.
Em um vídeo o segundo colocado na lista tríplice da UFCG, professor John Kennedy Guedes – e o vice – fazem um apelo pela indicação ao presidente.
O conteúdo é deprimente. Na publicação, os professores ressaltam que têm uma boa relação com as Forças Armadas e dizem que irão implantar, caso escolhidos, uma gestão que respeitará a “honra” e a “família” – numa tentativa de conquistar a simpatia de Bolsonaro.
Além de deprimente, o vídeo vai de encontro ao slogan defendido pelos dois durante o processo de escolha interna. A ‘Chapa 2’, do professor John Kennedy, tinha como lema uma “UFCG Plural e Democrática”.
O apelo feito, contudo, certamente passa longe de respeitar a democracia interna da UFCG, que escolheu como mais votado o professor Vicemário Simões, atual reitor da instituição.

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Confira aqui o vídeo
Na semana passada o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu que o presidente tem a prerrogativa de indicar qualquer um dos nomes da lista, sem seguir a ordem de votação.
Isso não significa que os membros das universidades, como catedráticos e participantes dos processos democráticos internos, não possam manter o zelo pela vontade expressa da comunidade acadêmica.
O nível dos argumentos usados para justificar a indicação é digno de desprezo e de lamento.