Crônica de São João: como tudo seria, se não fosse a pandemia…

Maior São João do Mundo começaria amanhã

Foto: Emanuel Tadeu

Seria amanhã. As ruas estariam coloridas. O milho já quente, a fogueira quase já aquecida. No Parque do Povo haveria bandeirolas, martelo, madeira, luzes, cores e enfeites. Tudo e todos nos preparativos finais para o primeiro dia de festa.
No Calçadão, nas lojas e praças… nenhum outro tema seria mais ‘badalado’. Enfim o campina-grandense chegaria ao momento mais esperado do ano.
Madruga já estaria aquecendo a voz. Os céus certamente estariam sorrindo.
Na padaria da esquina, um trio animado embalaria quem ali chegasse. As palhoças de seu Vavá e de Zé Lagoa coloridas. O Beco 31 com movimento intenso, porque amanhã já seria dia…
Mas a pandemia, pelo segundo ano consecutivo, interrompeu essa magia.
Campina Grande não terá o ‘Maior São João do Mundo’ presencial, mais uma vez. A prefeitura promete uma edição virtual da festa. Um alento, diante de um mar de notícias desanimadoras e do desastre humano e social provocados pela pandemia.
A cidade que irradia alegria, que tornou-se conhecida em todo o país por sua festa, aguardará 2022 para recontar essa história.
Por enquanto, apenas a imaginação longínqua de “como tudo seria, se não fosse a pandemia…”

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