Gervásio volta a criticar Arthur e diz que se sentiu intimidado

Deputado estadual voltou a falar sobre a confusão protagonizada um dia antes por ele e pelo deputado-presidente da Assembléia, Arthur Cunha Lima.

Phelipe Caldas

O deputado estadual Gervásio Filho (PMDB) voltou a falar nesta quarta-feira (10) sobre a confusão protagonizada um dia antes por ele e pelo deputado-presidente da Assembléia Legislativa Arthur Cunha Lima (PSDB). O peemedebista disse que se sentiu desrespeitado e intimidado pelo parlamentar tucano, que da presidência da mesa-diretora ameaçou retirá-lo do plenário.

Gervásio destacou também que a presença de seguranças da Casa dentro do plenário era um desrespeito aos parlamentares eleitos pelo povo, e que nenhum deles poderia ser ameaçado de forma tão violenta e desrespeitosa pelo presidente de um poder legislativo.

“Enquanto eu era ameaçado pelo deputado Arthur Cunha Lima, podia ver alguns seguranças de óculos escuros e ao lado da cadeira da deputada Francisca Motta, apenas esperando uma ordem para partir para a violência física e me retirar a força do plenário. Tive mais de 33 mil votos nas últimas eleições e não aceito este tipo de postura”, criticou.

O deputado Arthur Cunha Lima, que mais uma vez ocupava a presidência da sessão, novamente rebateu o peemedebista, dizendo que se amparava no Regimento Interno da AL para retirar do plenário qualquer deputado que tentasse quebrar a ordem do local.

Gervásio retomou a palavra e disse que a gestão de Arthur na presidência do legislativo paraibano era marcado pela truculência.

O pronunciamento do peemedebista, que é líder da oposição na Casa de Epitácio Pessoa, recebeu o apoio de outros parlamentares oposicionistas, como Jeová Campos (PT), Iraê Lucena (PMDB) e Olenka Maranhão (PMDB).

Presidente temperamental – Principal alvo dos parlamentares de oposição na tarde desta quarta, Arthur Cunha Lima também recebeu a ira da deputada Francisca Motta (PMDB). Ela disse que Arthur era um presidente-temperamental que discriminava a bancada de oposição.

“Eu me sinto discriminada pela atual mesa-diretora da Assembléia, porque o presidente não sabe escutar e ficar temperamental quando alguém discorda dele. Este é um absurdo que deveria acabar. Acho que Arthur deve desculpas a nós”, esbravejou.

O deputado-presidente não só não pediu desculpas, como disse que era Francisca Motta quem precisava se desculpar, porque segundo ele todos os seus atos eram baseados no estatuto interno da Casa e que ela estava desinformada em suas declarações.