Temer passa mal no Planalto e é levado para hospital do Exército

Episódio acontece no dia em que câmara Federal vota segunda denúncia. 

O presidente Michel Temer (PMDB) passou mal na manhã desta quarta-feira (25), no Palácio do Planalto, e em seguida foi conduzido para o centro cirúrgico do Hospital Militar de Base de Área (HMAB), do Exército, em Brasília. Segundo a assessoria da Presidência, Temer passou por um procedimento cirúrgico, mas deve ter alta ainda hoje.

Segundo informações da porta-voz da Presidência da República, Alexandre Parola, Temer passou por problema de obstrução urológica. E, em nota oficial, a assessoria da Presidência informou que o presidente foi submetido a uma sondagem vesical de alívio por vídeo. "O Presidente está em repouso, passa bem e deverá ter alta ainda hoje.", diz a nota.

A assessoria do Planalto disse, ainda, que o presidente teve um desconforto no fim da manhã e de hoje e foi passou por consulta no departamento médico do Palácio do Planalto. "O médico de plantão constatou uma obstrução urológica e recomendou que fosse avaliado no Hospital do Exército, onde se encontra para realização de exame e devido tratamento", confirma, via Twitter. 

A informação do problema do presidente foi divulgada em primeira mão pela repórter Andréia Sadi na GloboNews e logo repercutiu na Câmara Federal, onde está sendo analisado o pedido do Supremo Tribunal Federal (STF) para processar o peemedebista e os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria-Geral, Moreira Franco, pelos crimes de corrupção e organização criminosa.

Ao ser procurado, o paraibano Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), que é líder do governo, antecipou que um comunicado oficial da Presidência da República sobre o quadro clínico de Michel Temer seria apresentado logo mais.

Já o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), um dos vice-líderes do governo, disse que o presidente Michel Temer está em um hospital de Brasília, mas não seria nada grave. “O presidente teve uma indisposição e foi levado para exames, mas se encontra bem”, afirmou.

Denúncia

O presidente e os ministros são acusados de formar uma organização criminosa para ocupar cargos públicos e arrecadar propinas, estimadas em R$ 587 milhões. Temer também é acusado de obstrução de Justiça. O Planalto nega todas as acusações.

Tanto o presidente quanto os ministros só poderão ser investigados pelo STF se pelo menos 342 do total de 513 deputados se manifestarem contra o relatório de Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), que defende a inadmissibilidade da denúncia.

 

Atualizada às 14h25.