Justiça Eleitoral realiza simulado para testar hardware da urna eletrônica

Tribunal quer se antecipar a eventuais problemas no equipamento no dia das eleições.

Até a próxima sexta-feira (23), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e os 27 Tribunais Regionais Eleitorais espalhados pelo país realizam a quarta edição do Simulado Nacional de Hardware. A ação vai testar 4% do total das 550 mil urnas existentes. A ideia da Justiça Eleitoral é se antecipar a eventuais problemas no equipamento no dia das eleições.

De acordo com as regras do Simulado, cada TRE escolhe aleatoriamente as urnas para teste, atendendo à meta estabelecida. Os técnicos trabalham na missão de identificar eventuais falhas no hardware, que é a parte física da urna formada pelos componentes eletrônicos. Durante quase um mês, são simulados procedimentos de identificação biométrica e de votação.

“A ideia é simular o dia da eleição e observar a taxa de falhas. Muitas vezes, a simulação é realizada no próprio galpão, onde as urnas são armazenadas. A partir daí, muitas vezes os servidores do regional são deslocados para, então, poder simular a votação e analisar o comportamento da urna”, explica o coordenador de Tecnologia Eleitoral do TSE, Rafael Azevedo.

Prevenção

De acordo com o coordenador, o evento é de extrema importância e tem o objetivo principal de prevenir problemas para promover a estabilidade dos equipamentos no dia da eleição, uma vez que a urna eletrônica tem vários procedimentos de segurança e o sistema dela é muito sensível a qualquer tipo de situação anormal.

Um exemplo de falha ocorrida em um pleito e que poderia ter sido evitada se tivesse havido simulado à época foi em uma urna recém-fabricada que havia passado por todos os controles de qualidade, inclusive do TSE. Uma substância decorrente da solda dos componentes da placa-mãe estava fora das especificações, o que provocou falhas naquele modelo de urna.