João Paulo Medeiros

Na 'cidade dos comissionados', vice-prefeito é acionado pelo Ministério Público por acumular cargos

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A situação do município de Piancó, no Sertão do Estado, é ‘sui generis’. Recentemente o Ministério Público expediu uma recomendação orientando que a prefeitura exonere 271 servidores comissionados. A cidade, com pouco mais de 16 mil moradores, tem 441 deles, sendo 260 coordenadores e 133 ocupando cargos de direção. O número é tão elevado que a cidade consegue ter mais comissionados que Campina Grande (364) e Patos (209), por exemplo.
Mas agora o vice-prefeito do município, Antônio Dantas de Souza Neto, também entrou na mira do MP. Ele, conforme o promotor José Leonardo Clementino, estaria acumulando três cargos públicos – o que é vedado pela lei.
Além de vice-prefeito, Antônio Dantas seria consultor da Assembleia Legislativa e professor da educação básica em João Pessoa, a 400 quilômetros de Piancó.
O MP ingressou com uma ação civil pública por improbidade administrativa e aponta um prejuízo aos cofres públicos de R$ 335 mil, já que o vice-prefeito teria recebido pelas três funções.
 
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“Pela apuração dos fatos restou provado que Antônio Dantas de Souza Neto possui, em verdade e concomitantemente, não dois, mas três vínculos públicos, sendo dois na esfera municipal e outro na esfera estadual. Desde janeiro de 2017, o promovido acumula ilicitamente o cargo de vice-prefeito com os cargos de consultor legislativo da Assembleia Legislativa da Paraíba e professor da educação básica II, no município de João Pessoa, a 400 quilômetros de distância de Piancó”, disse o promotor.
Piancó parece ter sido transformada na ‘cidade dos comissionados’ e, para completar, tem um vice que acumula cargos. É lamentável.

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