Em visita à Paraíba, Bolsonaro entrega obra, critica governador e diz que aumento de preços no Brasil é culpa da guerra

Compromissos oficiais do presidente no estado são a entrega da obra Vertente Litorânea, em Itatuba, e inauguração de uma UBS em Gurinhém.

Em visita à Paraíba, Bolsonaro entrega obra, critica governador e diz que aumento de preços no Brasil é culpa da guerra. Foto: Artur Lira.

O presidente Jair Bolsonaro visitou a Paraíba, nesta quinta-feira (5), para cumprir compromissos de agenda: participar da solenidade de entrega de parte da obra Vertente Litorânea, em Itatuba, e da inauguração da Unidade Básica de Saúde (UBS) Dr. Severino Elias de Paiva Araújo, em Gurinhém. Ainda na passagem pelo estado, Bolsonaro criticou a gestão do governador João Azevêdo durante a pandemia e disse que os aumentos de preços em alimentos e produtos no Brasil são causados pela guerra na Ucrânia, sendo um problema é mundial.

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As obras que foram entregues no fim da manhã desta quinta foram executadas em parceria com o governo da Paraíba e receberão as águas do Eixo Leste do Projeto de Integração do Rio São Francisco.

Orçada em R$ 1,418 bilhão, a obra da Vertente Litorânea tem 130,63 quilômetros de extensão e deve beneficiar 680 mil pessoas em 39 cidades paraibanas, especialmente do Agreste. Os recursos são provenientes do governo federal (R$ 1,27 bilhão) e de contrapartida estadual.

Já o Eixo Leste do Projeto de Integração do Rio São Francisco tem 217 quilômetros de extensão, está em funcionamento desde 2017 e abastece 1,4 milhão de pessoas em 46 cidades de Pernambuco e da Paraíba.

“Entendemos que, pra vocês, isso realmente traz aquilo traz aquilo que se assemelha a uma liberdade. Ninguém precisa ficar dependendo de quem quer que seja para ter água na sua casa”, declarou.

Bolsonaro critica João e diz que aumentos de preço não é problema só do Brasil

Enquanto discursava na entrega de parte da Vertente Litorânea, Bolsonaro fez um defendeu a gestão dele à frente da pandemia e criticou governadores que decretaram um isolamento social mais rígido para evitar a propagação da Covid-19.

“A política do fica em casa foi a pior possível, fez com que muita gente perdesse o emprego. O maior erro, quase crime cometido, foi obrigação de vocês ficarem em casa. Eu não fechei uma só casa de comércio no Brasil. Sempre disse que deveríamos combater o vírus e o desemprego. Quando governadores, como o daqui, obrigou as pessoas a ficarem em casa, tirou o ganha pão de praticamente de todos vocês”, disse o presidente.

Também durante o discurso, o presidente atribuiu o problema do aumento de preços – dos alimentos e outros produtos no país – à guerra na Ucrânia e disse que essa é uma questão global.

“Vivemos um problema sério ainda no tocante à economia após a pandemia, que se associa a uma guerra fora do Brasil. Sabemos que a população vem sofrendo com o aumento de preços. Mas não é um problema só do Brasil, é um problema de todos os países do mundo. E tenho certeza que brevemente voltaremos à normalidade”, pontuou.

Portaria do programa Cuida Mais Brasil é assinada em Gurinhém

De Itatuba, Bolsonaro partiu para o município de Gurinhém, onde inaugurou a Unidade Básica de Saúde (UBS) Dr. Severino Elias de Paiva Araújo. Ele manteve quase todo o discurso feito no outro município.
No mesmo evento, o ministro da saúde Marcelo Queiroga assinou a portaria que institui o programa Cuida Mais Brasil para 2022, que tem a finalidade de aprimorar ações assistenciais na rede de atenção à saúde, com atuação voltada especialmente para mulheres e rede materno infantil.
“Não podemos aceitar mais nossas gestantes morrendo de pressão alta, sangramento e infecção”, disse o ministro.
Conforme Queiroga, há previsão de aproximadamente R$ 1,5 bilhão de recursos alocados para o programa. Entre as ações previstas, estão a contratação de ginecologistas e pediatras.