Angélica Nunes
Laerte Cerqueira

Depois de quase um ano, água da Transposição do São Francisco volta a entrar na Paraíba

Por LAERTE CERQUEIRA 

Foto:G1/PB

A prefeita de Monteiro, Anna Lorena (PL), afirmou que a água da Transposição do São Francisco voltou a entrar na Paraíba, no Eixo Leste, depois de quase um ano, como denunciou o blog Pleno Poder, no mês passado. Monteiro é a primeira cidade a receber a água nesse eixo. De acordo com a gestora, as águas já estão no município, na comporta da Fazenda Engenho Velho, que ainda não foi aberta e por isso ainda não percorre no leito do Rio Paraíba.

Ao blog, o presidente da Aesa (Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado), Porfírio Loureiro, disse hoje pela manhã que não tinha conhecimento da entrada das águas no território paraibano.  Anna Lorena diz que vai entrar em contato com o Ministério do Desenvolvimento Regional para obter explicações sobre essa abertura parcial. Ouça o áudio:

Primeiras explicações do MDR

Em nota emitida no fim de janeiro, o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) afirmou que por causa das chuvas abundantes no estado da Paraíba, em 2020, o bombeamento do Projeto São Francisco na região foi interrompido no segundo trimestre, uma vez que os reservatórios apresentavam segurança hídrica. E acrescentou: “Na fase atual, em que a operação comercial não está formalizada, o Projeto São Francisco prioriza situações emergenciais. Até o momento, o Governo Federal não recebeu novas demandas por parte do estado para a liberação de abastecimento emergência”, registrou a nota.

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A promessa da água permanente

É importante ressaltar, no entanto, que em nenhum momento quando a obra foi gestada ou concluída, autoridades disseram que a chegada da água nos canais que estão na Paraíba, ou no leito do Rio Paraíba, estaria condicionada a uma seca, ou estiagem.

A água seria paga (depois de definir modelo de gestão), mas chegaria de maneira continua para não só abastecer cidades, mas para fortalecer a agricultura familiar, os ribeirinhos, matar a sede de animais e manter açudes e barreiros “molhados”. Para que os sertanejos e caririzeiros tivessem o mínimo de segurança hídrica.