Angélica Nunes
Laerte Cerqueira

João admite diálogo aberto com Romero e aguarda orientação da nacional para definições

Governador da Paraíba tem se articulado para garantir chapa competitiva para 2022.

Foto: divulgação
joão e romero
Foto: divulgação

O governador João Azevêdo (Cidadania) admitiu, nesta quinta-feira (28), que está aberto a manter diálogo com o ex-prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSD).

O ex-gestor, há pouco tempo, era seu principal oponente na disputa ao governo em 2022. Ele preferiu, no entanto, não antecipar definição sobre alianças.

Disse, em entrevista à imprensa, que conversou com Romero por telefone e que, em breve, deve encontrar o ex-prefeito, pessoalmente, para falar sobre o “cenário da política paraibana”.

Em sua segunda disputa eleitoral, a primeira tendo que protagonizar a condução do processo, opta por seguir a máxima de que ‘quem tem tempo não tem pressa’.

Tanto que, ao ser cobrado por posicionamento, disse que na política é normal o diálogo com atores do processo, em busca de uma construção. Isso, pondera João, não quer dizer que já signifique firmar aliança eleitoral.

De fato, não há necessidade, não seria inteligente fazer definições a tanto tempo do período do registro de candidaturas. Fecharia portas com aliados mantidos até o momento, leia-se o senador Veneziano (MDB).

Fato curioso, nesse processo, que merece o parêntese, no evento no Centro Administrativo, foi a presença da secretária Ana Cláudia Vital, esposa de Veneziano.

A primeira aparição depois do episódio do aniversário de Campina Grande, que provocou estremecimento do grupo com o governador.

Federação com tucanos

Outro obstáculo para definições, confidenciada pelo governador, é a indefinição da Executiva Nacional do seu partido, o Cidadania. A legenda avalia se unir em federação partidária, como questão de sobrevivência contra a cláusula de barreira.

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Nesse sentido, a tese mais avançada seria uma composição federada com o PSDB, que funcionaria não apenas para o pleito, mas para os próximos quatro anos.

O ‘ponto xis’ é que na Paraíba o PSDB faz oposição oficial ao seu governo, do Cidadania. No evento em Brasília, João não manifestou resistência à união, mas em solo paraibano preferiu adotar prudência.

Sabe que isto pode modificar todo o cenário local para o seu projeto de reeleição.

“Nós nem sabemos o cenário partidário. Se os partidos estarão em federação, se os partidos vão ter fusão, com quem vai fazer. A minha posição dentro da reunião é ‘eu não estou vetando nenhum partido’, mas que defina se vai fazer federação e com quem e depois quais são as regras nos estados. Eu coloquei as minhas dificuldades no estado. Se de repente o Cidadania resolve fazer uma federação com um partido que não é da base, como fica aqui no estado? Quem vai comandar essa federação aqui no estado? É isto que tem que estar posto de uma forma muito clara para não gerar ruído. Eu particularmente não sou contra a federação porque o Cidadania é um partido que precisa da federação”, explicou.