Angélica Nunes
Laerte Cerqueira

Para blindar Bolsonaro, criação do “senador vitalício” começou a ser discutida pelo Centrão

A informação foi divulgada, inicialmente, no podcast Papo de Política, do G1. Objetivo é dar imunidade parlamentar ao ex-capitão para o resto da vida.

Presidente Bolsonaro. Foto: Reprodução/Palácio do Planalto
Presidente Bolsonaro. Foto: Reprodução/Palácio do Planalto

Está na fase inicial de articulação um movimento para blindar o presidente Bolsonaro, se ele sair derrotado em 2022.  A informação foi divulgada pelas jornalistas Natuza Nery, Julia Duailibi e Andréia Sadi, no podcast Papo de Política, do G1.

A cápsula de proteção política seria criada com a aprovação de um projeto que institui o cargo de senador vitalício, ocupado por ex-presidentes. Jogada para beneficiar todos.

A cadeira seria honorífica e sem remuneração. Com voz e espaço na tribuna do Senado. Sem poder de voto.

Objetivo é dar imunidade parlamentar ao ex-capitão para o resto da vida.

É que não falta quem aposte que o presidente não escapará de uma  condenação nacional ou em cortes internacionais pelo que falou e fez como presidente, ou como “antilíder” da pandemia no Brasil, quando tiver sem a chave do Planalto.

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Essa anomalia política, o senador vitalício, já foi rejeitada no plenário, mas nesse país não dá para duvidar que algo desse tipo passe pelo parlamento. Se o Centrão for ganhar algo em troca, a proposta volta para o plenário, não há dúvida.

Com tratoraço ligado, em pleno funcionamento, sob o comando do presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), tudo pode acontecer. Basta silêncio, inércia e apatia da sociedade.

Pode ser só balão de ensaio. Pode. Mas se o presidente e aliados realmente desistiram de um golpe, caso ele perca a disputa ano que vem, será preciso encontrar uma solução para salvá-lo de acusações que vão de charlatanismo a crimes contra a humanidade.

Os testes para encontrar soluções começaram.