Angélica Nunes
Laerte Cerqueira

João se posiciona contra Carnaval, mas acena para desobrigar uso de máscaras em 2022

O governador da Paraíba tem usado prudência na flexibilização diante do atual quadro da pandemia.

Foto: divulgação
Foto: divulgação

Alguns governadores como o do Maranhão (Flávio Dino) e de São Paulo (João Dória) já decidiram flexibilizar o uso de máscara em ambientes abertos. Na Paraíba, a expectativa do governador João Azevêdo (Cidadania) é que a retirada do item de proteção contra a Covid-19, que tem sido companhia desde o início da pandemia, é uma possibilidade para o próximo ano.

Em agenda em Cajazeiras, no Sertão paraibano, nesta quinta-feira (25), João disse que o uso de máscara poderá se tornar opcional a partir de 2022, a depender do avanço da campanha da vacinação, que naturalmente deve reduzir os dados negativos de contaminados e mortos pela Covid-19.

“Eu acho que nós vamos ter o tempo e espero que seja o início do próximo ano, em que as máscaras sejam opção de cada cidadão. Mas para que isso ocorra, é preciso que você chegue a um patamar de vacinação que garanta essa tranquilidade”, declarou o governador.

Carnaval

O governador também comentou sobre o debate em relação à realização ou não do Carnaval 2022. Cidades em que tem grande vocação para a festa, como Salvador e Recife/Olinda já trabalham com a possibilidade de não realizar a festa nas ruas novamente. Há preocupação que as aglomerações acelere a transmissão de novas variantes da Covid.

É preciso ter cuidado para que a gente não volte a ter na Paraíba um repique da doença”, ponderou.

Apesar de a Paraíba não ter uma tradição na realização de grande eventos de Carnaval, João Azevêdo disse que sua posição pessoal é de que a festa não seja realizada no estado. “Acho que não ainda não é hora. Teve uma reunião ontem com todos os secretários de Saúde do Brasil e uma das questões é que eles decidiram não recomendar a realização do carnaval”, comentou.

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Sua posição oficial, no entanto, só deve sair mais adiante, diante dos números da pandemia e de um quadro em não ponha em risco a saúde pública. Esse momento pode coincidir com a retirada da obrigatoriedade das máscaras, aliás, tendo em vista que tanto festa quanto o acessório, está condicionado ao controle da pandemia da Covid.

“Nosso objetivo é salvar vidas. Por mais que pareçam duras as medidas, mas o reflexo está aí. Tomamos as medidas sem a preocupação de se vai perder voto ou não. O meu objetivo é proteger a população”,  concluiu.