Angélica Nunes
Laerte Cerqueira

Márcia Lucena lança documentário em que critica métodos da Operação Calvário

Denunciada pelo MP, ex-prefeita de Conde usa tornozeleira eletrônica desde dezembro de 2019.

Foto: divulgação/Bertrand Lira
Foto: divulgação/Bertrand Lira

Presa em dezembro de 2019 no âmbito da Operação Calvário e monitorada desde então por meio de tornozeleira eletrônica, a ex-prefeita de Conde, Márcia Lucena (PT), é o personagem central de um documentário que será lançado nesta quinta-feira (25), em João Pessoa. O filme ‘Calvário’ conta dois anos da sua vida, desde que teve seu nome envolvido como integrante da organização criminosa que teria desviado bilhões da saúde e da educação no estado.

O lançamento será realizado no Sindicato dos Bancários, às 19h, e contará com a presença da personagem central. Márcia poderá participar após ter conseguido ‘afrouxar’ a medida cautelar e ter o direito de também estar em João Pessoa. Até então, seu raio de circulação estava limitado a Conde, onde reside.

A organização é do grupo Liberta engajado na luta pela libertação da personagem do documentário. Segundo os organizadores a entrada é gratuita, mas os espectadores devem apresentar a comprovação de vacina. No sábado (27), o documentário será exibido na TV 247 acompanhado de entrevistas com Bertrand Lira e Márcia Lucena.

O documentário é dirigido e produzido por Bertrand Lira e tem direção de fotografia e câmera de Rodrigo Barbosa, que também é responsável pela edição. A trilha sonora é com a música de Didier Guigue (Le monde des brutes). Calvário conta com a participação de Márcia Lucena, João Lucena (seu filho), Nanego Lira (se companheiro) e seu pai, professor Iveraldo Lucena, morto durante o processo.

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Relembre

Márcia Lucena teve a prisão decretada no dia 17 de dezembro de 2019, após nova fase da Operação Calvário, desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba. Cinco dias depois, por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Márcia foi solta, mas o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) impôs algumas medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento noturno após às 20h e restrição de locomoção a Conde.

Passadas as eleições, que Márcia tentou a reeleição, mas foi derrotada, o STJ revogou parte das medidas cautelares (liberando-a para sair à noite e durante os finais de semana), mas mantendo o uso da tornozeleira eletrônica. No último dia 13 de novembro, o TJPB possibilitou à Márcia Lucena sair do município de Conde para se deslocar a João Pessoa, mas ela não é livre para ir para onde desejar. Márcia Lucena também está com todos os seus bens bloqueados pela Justiça até então.