Angélica Nunes
Laerte Cerqueira

Opinião: estratégia de Efraim para vencer o primeiro ‘round’ deu certo

Efraim “antecipou” (para alguns) o debate político-eleitoral, arriscando errar, mas entregou o que tinha, esperando reciprocidade nas articulações. Pelo menos, por enquanto, tem a lealdade e a defesa de colegas.

O relator da comissão, deputado Efraim Filho durante comissão especial sobre a PEC que extingue o Foro Privilegiado.

O deputado federal Efraim Filho (UB), pré-candidato ao Senado, venceu o primeiro “round”. Nessa fase da luta eleitoral, o principal obstáculo era o senador Aguinaldo Ribeiro (PP).

Ver o colega parlamentar desistir da disputa ao Senado, mesmo estando, agora, do lado oposto, foi uma vitória da estratégia.

Efraim “antecipou” (para alguns) o debate político-eleitoral, arriscando errar, mas entregou o que tinha, esperando reciprocidade nas articulações.

Pelo menos, por enquanto, tem a lealdade e a defesa de colegas, entre eles integrantes do Republicanos e do PSB, partido do governador.

Nas duas situações, até agora, não dá para dizer que houve erro. A chamada “antecipação” também o colocou no debate público por meses. O que ainda traz dividendos.

No máximo, alguns reclamam de que é “um projeto pessoal”. Mas a pergunta é: qual projeto, na política, não é pessoal? A escolha de Aguinaldo em não arriscar foi pessoal, apesar de ele e todos falarem em “grupo”.

O recuo de AR não foi apenas bom em si mesmo para Efraim. É que se o Progressista tivesse aceitado o desafio de ir para o Senado, corria o risco do presidente do União Brasil perder boa parte do Republicanos. Seria uma espécie de torniquete governamental.

Veja também  Bolsonaro apela para Auxílio Brasil de R$ 600, “voucher caminhoneiro” de R$ 1 mil e aumento do vale gás

Mas, ao garantir a vice, sem estabelecer diálogo com grupo (como acusa Hugo Motta), Aguinaldo afastou ainda mais o Republicanos dele e, como consequência, plantou a ciumeira política, às vésperas da escolha de uma chapa.

Efraim está mais forte. Tem o Republicanos mais fiel (pelo menos por enquanto), com ajuda de Aguinaldo; e não acumula nenhum perda, até esse momento.

Ricardo 

Agora, ele tem um segundo “round”: Ricardo Coutinho (PT). Com o dever de casa bem feito, com o nome forte na praça, vai acompanhar o desenrolar da situação de Coutinho na Justiça Eleitoral.

Isso porque em várias pesquisas internas, de vários partidos, o ex-governador, mesmo inelegível, está muito bem nos números.

Agora, é acompanhar qual será a estratégia nessa nessa nova etapa da luta, da corrida eleitoral, como queiram.