Na CBN, presidente da CPI das Pirâmides diz que terá reunião com MPF para discutir reparação às vítimas

O presidente da CPI das Pirâmides Financeiras, Áureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), disse nesta terça-feira (29), em entrevista à CBN Paraíba, que vai se reunir com representantes do Ministério Público Federal (MPF), com a Comissão de Valores Imobiliários (CVM) e com o Banco Central para discutir formas de reparação às vítimas de golpes com criptomoedas.

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Por Felipe Nunes

O presidente da CPI das Pirâmides Financeiras, Áureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), disse nesta terça-feira (29), em entrevista à CBN Paraíba, que vai se reunir com representantes do Ministério Público Federal (MPF), com a Comissão de Valores Imobiliários (CVM) e com o Banco Central para discutir formas de reparação às vítimas de golpes com criptomoedas.

Uma das empresas investigadas pela CPI é a Braiscompany, sediada em Campina Grande, suspeita de crimes contra o mercado de capitais. Os donos da empresa, Antônio Neto Ais e Fabrícia Ais, são considerados foragidos da Justiça desde fevereiro deste ano e foram incluídas na lista da Interpol, a polícia internacional.

“Estamos aprofundando as investigações, recebendo diversos documentos. Tem quebra de sigilos em andamento. Vamos ter a oportunidade de estar com o Ministério Público Federal, com a Comissão de Valores Mobiliários, com o Banco Central, para que possamos propor soluções claras e a população receba os recursos investidos’, disse Áureo em entrevista aos jornalistas Caio Ismael, Angélica Nunes e Felipe Nunes.

Questionado sobre um requerimento de convocação de Antônio Neto Ais e Fabrícia Ais, Áureo Ribeiro informou que há uma linha de investigação sobre o paradeiro dos donos da empresa, mas não revelou detalhes sobre o tema. Segundo ele, também houve a requisição de documentos aos investigadores.

“A gente tem aberto várias linhas de investigação, aqui na CPI, e a Braiscompany é uma das pirâmides investigadas. A gente tem um total de 3 milhões de brasileiros lesados e cerca de R$ 100 bilhões tirados da população brasileira”, concluiu o deputado.

O caso

A investigação na Braiscompany A operação investiga uma movimentação financeira de R$ 2 bilhões feita pela Braiscompany em criptoativos. Dois mandados de prisão foram expedidos tendo como alvos o empresário, Antônio Neto, e a esposa dele, Fabrícia Farias Campos. Os dois continuam foragidos. Na operação a Justiça Federal também determinou o bloqueio de bens e a suspensão parcial das atividades da empresa. Oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Campina Grande, João Pessoa e São Paulo – na primeira fase.