João Paulo Medeiros

‘Vagabundo é elogio’, diz Bolsonaro sobre Renan Calheiros durante evento na Paraíba

Jair Bolsonaro respondeu a apoiadores que chamaram Renan de vagabundo enquanto comentou sobre o relatório da CPI da Covid. “Vagabundo é elogio para ele”.

“Vagabundo é elogio”, diz Bolsonaro sobre Renan Calheiros

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) criticou o senador Renan Calheiros, nesta quinta-feira (21), pelo relatório final da CPI da Covid. “Relatório da CPI comandada por Renan Calheiros? Não, não chamem o Renan de vagabundo. Vagabundo é elogio para ele. Não há maracutaia lá por Brasília que não esteja o nome de Renan envolvido”, declarou.

Nesta quarta-feira (20), a CPI da Covid apresentou o relatório final dos seis meses de trabalho. No texto, o senador Renan Calheiros pediu o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro por nove crimes. O relatório também atribui crimes a três dos filhos do presidente, ministros, ex-ministros, deputados federais, funcionários do governo, médicos e empresários.

Bolsonaro esteve na cidade de São José de Piranhas, no Sertão paraibano, para inaugurar o último trecho do Eixo Norte da Transposição do Rio São Francisco, obra iniciada na gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O presidente ainda destacou a passagem do senador Davi Alcolumbre pela presidência do senado, agradecendo ao parlamentar. “Com o Davi Alcolumbre eu não tive problema no Senado, quase tudo nós aprovamos lá, agradeço aos dois anos que ele esteve à frente. E, apesar de ser nordestino, Renan nunca fez nada nem pelo seu estado de Alagoas nem pelo país”, destacou Bolsonaro.

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No documento da CPI da Covid, o relator, Renan Calheiros, do MDB, indicou no documento que foram cometidos 22 crimes diferentes, além de atos ilícitos de improbidade administrativa.

Os 22 crimes considerados no relatório são: homicídio; perigo para a vida ou saúde de outrem; epidemia; infração de medida sanitária preventiva; omissão de notificação de doença; charlatanismo; incitação ao crime; falsificação de documento particular; falsidade ideológica; uso de documento falso; emprego irregular de verbas ou rendas públicas; corrupção passiva; corrupção ativa; prevaricação; advocacia administrativa; usurpação de função pública; fraude em contrato; organização criminosa; comunicação falsa de crime; fraude processual; crimes de responsabilidade – por violação do direito social e por incompatibilidade com dignidade, honra e decoro do cargo; e crimes contra a humanidade – por atos desumanos, extermínio e perseguição.

*Com colaboração de Dani Fechine