João Paulo Medeiros

O dia ‘D’ de Romero, a ‘emancipação política’ e os ventos turbulentos de Brasília

Foto: Ascom

O ex-prefeito Romero Rodrigues (PSD) não é mais nenhum neófito na política. Tem uma trajetória longa, com passagens pelo Legislativo e por dois mandatos na prefeitura de Campina Grande. Mas hoje ele vive um dia ‘D’; certamente um dos mais importantes de sua biografia.

Terá que dizer, textualmente, se continuará com o time ao qual pertence desde o Legislativo campinense ou se seguirá carreira solo, incorporando o tamanho que as ruas já lhe deram há tempos – de uma liderança política com estatura e peso independentes, que permitem caminhar sob o próprio ‘norte’.

Na política, aliás, todos os que se tornam grandes têm, vez por outra, que provar para os demais a extensão de sua envergadura.

Em outras palavras: o crescimento de uma liderança impõe decisões e/ou rupturas inevitáveis.

Hoje, o ex-prefeito campinense vai dizer aos membros de seu antigo partido, o PSDB, se prossegue ou não com a sua pré-candidatura ao Governo do Estado. E se está disposto a fazer uma aliança com o lado oposto do rio, o governador João Azevêdo (Cidadania).

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Os tucanos já avisaram que não embarcarão juntos, no mesmo projeto, caso a decisão seja por uma aliança com Azevêdo.

E ainda há, nesse ambiente, um outro ponto a ser considerado.

O grupo que pressiona é o mesmo que tem lavado as mãos, durante a pré-campanha, para o projeto de Romero com vistas ao Palácio da Redenção. Com exceção de uma coletiva de imprensa e de declarações soltas, pouco se viu de ações concretas para tentar viabilizar a candidatura do ex-prefeito.

Experiente, Romero sinaliza que percebeu isso e caminhou para uma aproximação gradual com Azevêdo.

No dia ‘D’, o ex-prefeito decidirá se reafirmará sua liderança ou se permanecerá como coadjuvante. Os ventos turbulentos de Brasília sinalizam para o início de uma caminhada solo.

O ex-prefeito demonstra querer conquistar a sua ‘emancipação política’ no Estado.