João Paulo Medeiros

Prévias do PSDB expõem retrato do partido para 2022

Votação foi suspensa por falhas em aplicativo, mas dificuldades do partido são ainda maiores

Foto: Ascom

A confusão nas prévias do PSDB, para escolha do nome que representará o partido em 2022, é sintomática. O problema técnico do aplicativo usado para votação é o retrato de uma legenda que tem dificuldade para se viabilizar como protagonista, eleitoralmente, ano que vem. E não consegue, sequer, ouvir os seus membros.

Divisões internas, distância das bases, apatia na discussão de temas sociais e posturas oportunistas de alguns de seus caciques fizeram, ao longo dos últimos anos, o ‘tucanato’ amargar índices de impopularidade em boa parte das regiões brasileiras.

No caso das prévias, os governadores João Dória e Eduardo Leite; além do ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, disputam internamente os votos da legenda – mas continuam derrapando no convencimento do eleitorado nacional.

Não empolgam, nem conseguem mobilizar o segmento que sonha com uma ‘terceira via’.

Em terras paraibanas, o partido ensaia o lançamento do deputado Pedro Cunha Lima ao Governo do Estado, mas com perspectivas acanhadas de decolar.

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Os tucanos, que por muito tempo foram protagonistas também aqui no Estado, tentam reconquistar espaços perdidos nos últimos pleitos.

As falhas nas prévias são uma fotocópia da legenda. Em preto e branco, sem brilho.