João Paulo Medeiros

Indefinição de Aguinaldo passa a ser problema e pressiona formação da chapa de João Azevêdo

Governador volta a dizer que resolverá impasse ‘semana que vem’

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O que um dia foi uma ‘vaidade’, ter uma briga interna entre os deputados Efraim Filho (União) e Aguinaldo Ribeiro (Progressistas) pela indicação para o Senado, hoje parece ser uma preocupação crescente na base aliada. A oficialização do nome de Aguinaldo para a disputa do Senado tem sido postergada, a contragosto de muitos.

Essa semana o governador João Azevêdo (PSB) anunciou que deve colocar um ponto final no tema na semana que vem. Mas essa promessa vem sendo repetida há muito tempo. Enquanto isso, o potencial candidato não dá sinais de que está efetivamente disposto a entrar na briga.

Aguinaldo tem tido uma agenda tímida para quem deseja uma campanha majoritária. O projeto esbarrou no apoio do Republicanos, que faz parte da base governista, à pré-candidatura de Efraim.

Interlocutores dizem que o progressista aguarda que o Azevêdo ‘resolva’ o imbróglio, ao mesmo tempo em que o Republicanos espera uma contrapartida dos ‘Ribeiros’, dividindo as bases.

Como nenhum dos movimentos acontece, a paralisia tende a dificultar cada vez mais a projeção da chapa.

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Há quem defenda, inclusive, uma nova formatação com o filho do prefeito Cícero Lucena (Progressistas) como protagonista. A tese não pode ser descartada.

O fato, por hora, é que o ‘nó’ ameaça provocar estragos na base. Desatá-lo é uma necessidade urgente para o Governo.