João Paulo Medeiros

Disparidade: Auxílio Gás beneficia apenas 128 famílias em Campina Grande; João Pessoa tem mais de 20 mil

Várzea, com 2,8 mil habitantes, tem número de beneficiários maior que Campina

Foto: Marcello Casal/Agência Brasil
Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

Lançado pelo Governo Federal para amenizar a escalada no preço do gás de cozinha, o programa Auxílio Gás tem uma metodologia difícil de ser compreendida. A julgar, pelo menos, no número de famílias beneficiadas em cada cidade paraibana.

Em Campina Grande, por exemplo, o benefício só chega a 128 famílias. O dado faz parte de um relatório do próprio Ministério da Cidadania, referente ao mês de abril deste ano.

Na cidade hoje há 29.229 famílias beneficiadas com os programas Auxílio Brasil e Benefício Extraordinário – que possibilita uma renda de R$ 400. Delas, 5.925 estão enquadradas como beneficiárias de “Superação da Extrema Pobreza”.

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O quantitativo de pessoas que recebe a ajuda do gás é menor, inclusive, do que em outras cidades de pequeno porte. Em Várzea, por exemplo, com 2,8 mil habitantes, são 156 famílias atendidas pelo programa.

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A desproporção dos dados pode ser também verificada com relação à Capital.

Em João Pessoa são 71.216 famílias beneficiadas com o Auxílio Brasil e o Benefício Extraordinário. Conforme o Ministério da Cidadania, 59.571 consideradas como “Superação da Extrema Pobreza”.

Já entre os atendidos pelo Auxílio Gás estão 20.168 beneficiados.

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A disparidade entre os quantitativos abrangidos pelo programa não é uma falha das gestões municipais, conforme especialistas ouvidos pelo Blog. O problema está nos critérios adotados pelo Governo Federal para concessão do ‘Vale Gás’, eles explicam.

Critérios que deveriam ser melhor esclarecidos.