João Paulo Medeiros

Com superlotação, prefeito retoma discussão sobre mudanças no Parque do Povo

Ampliação chegou a ser cogitada na gestão passada

São João de Campina Grande. Foto: Emanuel Tadeu

A necessidade de mudanças na estrutura que recebe a maior parte dos forrozeiros, durante o Maior São João do Mundo, é incontestável. As discussões sobre o tema, inclusive, não são de agora. Na gestão passada, o ex-prefeito Romero Rodrigues (PSC) ensaiou modificações, mas elas não saíram do papel.

Agora o tema volta ao debate.

E não é por acaso. Nos últimos dias, o espaço teve que fechar as portas por três vezes após ultrapassar a capacidade máxima permitida pelas autoridades responsáveis pela segurança do evento.

Inaugurado em 1986, pelo ex-governador Ronaldo Cunha Lima, o espaço hoje consegue assegurar a presença de aproximadamente 60 mil forrozeiros.

Mas nesse fim de semana, por exemplo, mais de 86 mil passaram pelos portões na noite do show de Zé Vaqueiro.

Nas redes sociais, o prefeito Bruno Cunha Lima (PSD) reabriu a discussão sobre o futuro do Quartel General da festa. De acordo com ele, há hoje duas possibilidades: construir um novo espaço para o evento ou ampliar a área atual.

Um dos pontos a ser considerado, nessa discussão, é a identidade cultural que a festa e a cidade têm com o Parque do Povo. Uma outra questão é a localização privilegiada do espaço, que fica no Centro da cidade.

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Retirar a festa para um novo local parece ser uma alternativa bem mais arriscada – inclusive do ponto de vista da aceitação popular com relação ao novo projeto.

Fato é que a gestão precisa decidir e acelerar as modificações. A cidade cobra por uma solução e por mais espaço para a festa.

Bruno acerta em abrir a discussão com a população. Contudo, terá que ir além. Precisará colocar o planejamento em prática. O sentimento da cidade endossa a tese de mudanças para ampliar a festa.